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Professores de inglês serão alunos nos EUA

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postado em 20/06/2013 18:00 / atualizado em 20/06/2013 12:34

Gustavo Aguiar

Breno Fortes/CB/D.A Press.

A partir de amanhã (21), 537 docentes de inglês que trabalham em escolas públicas de todo o Brasil vão voltar a ser alunos em uma viagem de seis semanas pelos Estados Unidos pelo Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa (PDPI), oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O objetivo deles é melhorar a proficiência oral e escrita e aprimorar os métodos de ensino da língua inglesa. Desse total, 51 são do Distrito Federal. Alguns deles, apesar de ensinarem o idioma estrangeiro para jovens e adultos há muito tempo, vão ter a primeira oportunidade de viver uma experiência fora do país.

Para a viagem de imersão, o órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC) seleciona, por estado, os professores que alcançaram os melhores desempenhos no TOEFL — Teste de Inglês como uma Língua Estrangeira, na sigla em inglês —, um exame de proficiência que comprova o bom nível de domínio do idioma.

A embaixada dos Estados Unidos, parceira da Capes no programa, recebeu nesta terça-feira, em Brasília, 113 docentes do Centro-Oeste e do Norte para auxiliá-los na retirada de vistos e instrui-los sobre as atividades durante o intercâmbio, que tem apoio da Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos da América e o Brasil (Fulbright) e do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed). Os demais professores foram atendidos pelos consulados americanos em Recife e em São Paulo.

Os professores serão divididos entre os cursos de metodologia de ensino e de aprofundamento linguístico oferecidos em quatro universidades norte-americanas nos estados de Nova York, Geórgia, Delaware e Kansas. Na volta, eles devem apresentar um projeto de vivência a ser compartilhado com estudantes e professores nas escolas onde trabalham. Esta é a 5ª edição do programa que já levou mais de 1,2 mil professores para se capacitarem nos Estados Unidos.

“Os resultados, ao longo dessas ações são muito positivos. Estamos conseguindo melhorar o ensino do inglês em escolas da periferia. Os professores que não têm condições de viajar se sentem motivados e mais seguros para ensinar, e os alunos têm mais curiosidade ao aprender o idioma”, ressalta Marcel Garcia, técnico da Capes responsável pelo PDPI. As inscrições para a próxima edição do PDPI estão abertas. (VEJA MAIS ABAIXO)

Breno Fortes
Porta-vozes do futuro
Cristiane Resende, 30 anos, e o colega Emerson de Oliveira, 33, professores do Centro Interescolar de Línguas de Ceilândia, veem na viagem uma chance de descobrir aspectos da cultura norte-americana que são impossíveis de serem transmitidos pelos livros didáticos. Ela nunca saiu do Brasil, e ele já foi cinco vezes aos Estados Unidos como turista.

Mesmo atuando como professores há pelo menos 10 anos, para ambos a experiência como alunos no exterior os ajuda a ficar mais a vontade em sala de aula aqui no Brasil. “A vivência faz toda a diferença. Quero poder enriquecer minhas aulas com os relatos pessoais. Os alunos se interessam por esse tipo de informação”, garante ela. “Meus alunos pediram para eu trazer algumas lembrancinhas. Vou comprar algumas coisas para premiar os melhores”, afirma Emerson.

O embaixador Thomas Shannon aposta no programa como uma maneira de desenvolver as relações culturais entre os dois países. “Devemos estimular a capacidade de fala em inglês no Brasil, e a de português nos Estados Unidos. Nisso, vocês estão muito mais avançados do que nós”, destaca. Para John Matel, conselheiro para assuntos de educação e cultura da embaixada, aprender inglês pode ser a chave para os jovens ampliarem as próprias perspectivas de futuro. “Os brasileiros que estão indo às ruas no país pedem por mais educação, e essa é uma das nossas contribuições para que esse pedido seja atendido”, ressalta.

Embora a Capes tente selecionar pelo menos cinco professores de cada estado, alguns não conseguem atingir o nível mínimo exigido pelo programa, e as vagas são disponibilizadas para outras regiões. Docente em uma escola estadual em Belém, no Pará, Laudecir Monteiro é uma das poucas professoras da região Norte que conseguiu ser aprovada.

“Lá, quem dá aula enfrentou muitas dificuldades para aprender o idioma, e reproduz todos esses problemas em sala de aula”, explica. Para ela, o desafio é de formar a futura geração de professores de inglês. “Apesar das dificuldades, nossos alunos são muito curiosos, e os professores bastante interessados. Nós e eles só precisamos de estímulo para melhorar.”

Curso intensivo

Os professores de inglês que querem PDPI têm até 25 de julho para se inscrever. O edital e o formulário de inscrição estão disponíveis no site
www.capes.gov.br. As vagas são para docentes de escolas públicas de todo o Brasil. Os candidatos que se inscreverem podem fazer o TOEFL gratuitamente, de acordo com a disponibilidade de vagas e salas disponíveis. Os aprovados embarcam para os Estados Unidos entre janeiro e fevereiro do ano que vem.

 

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