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Professor do DF vai conhecer acelerador de partículas em Genebra

Docente foi o único de Brasília a ser selecionado pela Sociedade Brasileira de Física

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postado em 10/07/2013 17:16 / atualizado em 10/07/2013 17:28

O maior acelerador de partículas do mundo ganhará novos visitantes no mês de agosto. Um deles será o professor de física do colégio Maristão, Frederico Montijo, 31 anos. Ele foi o único docente de Brasília a ser selecionado pela Sociedade Brasileira de Física para conhecer o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN), em Genebra.

Petrus Barros
No Brasil, 30 professores de ensino médio foram escolhidos para participar do curso, que  será ministrado todo em português e acompanhado por um cientista brasileiro. O critério para a seleção dos docentes que vão compor o grupo foi baseado em três pilares: análise de currículo, exposição de motivos e apresentação de uma proposta de retorno. Este é o 4º ano do programa e a segunda vez que um professor de Brasília vai participar do curso e conhecer pessoalmente o Grande Colisor.

Como a contrapartida do curso é divulgar e repassar a experiência na viagem para os estudantes, Frederico Montijo explica que fará o possível para incentivar os alunos. “Vou fazer o máximo para estimulá-los a estudar a física. Alguns deles acham muito difícil, mas pretendo contextualizar o estudo através da minha experiência.”  

Segundo o professor, as despesas da viagem ao CERN não será pagas pela Sociedade Brasileira de Física, instituição responsável por fazer a ponte entre os professores brasileiros e o Grande Colisor de Hádrons. Este benefício só é fornecido para docentes da rede pública. Ainda assim, o colégio Maristão se prontificou a arcar com os gastos de Frederico no curso.

Grande Colisor de Hádrons


O Grande Colisor é um acelerador de partículas que funciona a 175 metros abaixo do solo em um túnel com 27 km de comprimento. As experiências feitas com o equipamento servem para testar teorias da física de partículas. No local, foi detectada a existência de uma partícula cujas características indicam a possibilidade de ser o bóson de Higgs, a "partícula de Deus", que explica como surgiram a massa das outras partículas elementares e desvenda a origem da terra.
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