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Professores fazem manifestação em frente ao Palácio do Buriti

Ato é pela defesa do ensino público de qualidade

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postado em 27/03/2014 10:10 / atualizado em 27/03/2014 12:31

Ana Paula Lisboa

Lucas Vidigal/CB/D.A Press
O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) organiza um ato com educadores, pais e alunos desde as 9h desta quinta-feira (27/3), na Praça do Buriti. O objetivo é sensibilizar o Governo do Distrito Federal para a valorização da escola pública. Entre as pautas de reivindicação estão a resolução dos problemas de falta de professores nas escolas. Segundo a Polícia, há cerca de 450 pessoas reunidas no local. O encontro começou às 9h, mas a manifestação com carro de som só teve início às 10h15 por causa da chuva.

Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro, explica que o ato não é só para professores. “Chamamos também pais, alunos e toda a sociedade para participar da campanha de valorização da escola pública. Em junho do ano passado, tinha muita gente na rua pedindo investimentos para a educação. Cadê essas pessoas agora, aqui no ato, para lutar com a gente? O grande desafio é convencer as pessoas de que a educação pública é responsabilidade de todos”, diz. Para Rogério Vieira, coordenador da Escola Classe Varjão, enfrentar os problemas da desvalorização do ensino público é rotina. “Os alunos convivem com falta de professor diariamente, o que faz com que eles percam o interesse na escola. Numa comunidade como o Varjão, a escola é único lugar que eles têm para se desenvolver”, lamenta.

Aluna da 2ª série do ensino médio do Centro Educacional (CED) 7 de Ceilândia, Tamiris Nunes, 16 anos, deseja cursar medicina e está indignada com os problemas da escola. “O colégio vai passar por reformas e a Secretaria de Educação quer nos transferir para o CED 17, que fica num local distante e inseguro. Outro problema é que a preparação para o vestibular é muito difícil, já que não temos todos os professores”. A vigilante Weslene Rodrigues, mãe de dois alunos do CED 7 de Ceilândia, não aceita a mudança de local. “Se a mudança ocorrer, vou mudar meus filhos de escola. Vão ser 2,6 mil alunos prejudicados. Os pais precisam se envolver com a rotina escolar e se engajar nessa luta”, afirma.

Sinpro-DF/Divulgação
Representantes dos Auxiliares de Educação estão acampados na Praça do Buriti desde 17 de março. Em sua maioria, são servidores de escolas públicas de Guará, de Samambaia e de Sobradinho. Segundo Maria do Carmo Magalhães, diretora do sindicato, o grupo pretende ficar ali até que as reivindicações sejam cumpridas, dentre elas “melhores condições de trabalho, abono salarial, resolução de pendências financeiras, reconhecimento e plano de carreira”.

O ato é o lançamento da campanha publicitária "Exigimos escola pública de qualidade". O tema também estará presente no quinto concurso de redações promovido pelo Sinpro para alunos de ensinos infantil, fundamental e médio, que será sobre o tema "A escola pública que eu quero". O edital do concurso de desenho e de redação será lançado em 11 de abril. A premiação deve ocorrer no mês do professor. Além do ato pela valorização do ensino público, o Sinpro-DF dá continuidade às programações de aniversário do sindicato, que comemorou 35 anos em 14 março. Nesta quinta, às 19h, haverá uma sessão solene na Câmara Legislativa em homenagem às lutas do Sindicato dos Professores. Desde 18 de março, a Câmara Legislativa recebe uma exposição de fotos sobre os 35 anos do Sinpro-DF.

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