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Professores municipais de São Paulo decidem manter greve

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postado em 28/05/2014 12:24

Agência Brasil

Depois de mais de um mês de greve no ensino municipal de São Paulo, professores e representantes da prefeitura não chegaram hoje (27) a um acordo, em reunião realizada na sede do Executivo local. Em assembleia feita logo depois do encontro, os professores decidiram manter a paralisação iniciada em 23 de abril.

Segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Simpeem), os profissionais reivindicam a incorporação de um bônus complementar ao salário, valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. Eles também pedem que os profissionais em greve não sejam punidos com o corte na folha de ponto.

Mais cedo, em torno de 7 mil professores – segundo a Polícia Militar – fizeram passeata pelas ruas do centro da capital paulista. Depois de se concentrarem no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), os professores decidiram, mesmo com a chuva, deslocarem-se pela Rua da Consolação em direção à prefeitura, onde fizeram a assembleia.

A manifestação interditou quatro das oito faixas da Avenida Paulista e interrompeu o trânsito de um dos lados da Rua da Consolação. A adesão à greve, segundo o sindicato, é de 30% a 40% da categoria.

À noite, a prefeitura divulgou nota na qual assegura que tem mantido diálogo aberto com os representantes dos sindicatos e apresentado propostas que visam a valorização das carreiras no setor público, “privilegiando os reajustes e reestruturações setoriais, de forma a corrigir distorções”.

De acordo com a nota, a prefeitura já encaminhou à Câmara Municipal projeto de lei que eleva em 15,38% o piso salarial dos professores, gestores e quadro de apoio à educação da rede municipal.

Diz também que “com a medida, o município passará a pagar - segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - um dos maiores pisos salariais da categoria. O reajuste proposto eleva, por exemplo, o piso dos professores de nível superior, com jornada semanal de 40 horas/aula, de R$ 2.600 para R$ 3.000”. A prefeitura ressaltou que já concedeu, em 2013, reajuste de 10,19% aos professores.
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