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Morre o professor de matemática Everaldo Freire, do Leonardo da Vinci

Considerado uma lenda da instituição por lecionar no colégio por 42 anos, docente foi enterrado na manhã desta terça-feira (30)

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postado em 30/12/2014 11:24 / atualizado em 30/12/2014 15:53

Ana Paula Lisboa

Google Plus/Reprodução
O professor de matemática Everaldo Varejão Freire, um dos docentes mais antigos do Centro Educacional Leonardo da Vinci, faleceu devido a complicações hospitalares na última segunda-feira (29/12). O velório ocorreu na manhã desta terça-feira (30/12): o culto foi iniciado às 10h30 na Capela 2 do Cemitério Campo da Esperança, e o enterro estava marcado para às 11h30. Segundo a família, Everaldo teve um infarto em 18 de dezembro. Passou por uma operação, ficou internado, mas teve complicações e não resistiu. Afastado das salas de aula há cerca de três anos, o mestre deixa a esposa, Lizeth Fernandes Freire, com quem foi casado 44 anos; as duas filhas biológicas, Luciana e Vanessa ; e os filhos de criação Raissa, Saulo, Hadassah e Philippi; e os dois netos, Calebe e Nina.

Arquivo pessoal
Durante os 42 anos em que deu aulas na instituição, Everaldo era conhecido como Veveco e era famoso pelo profissionalismo, pela seriedade e pelas ironias usadas em sala de aula. Jamais revelou a idade e permanece na lembrança de gerações de estudantes que passaram pelo colégio.

Numa rede social, o também professor de matemática Genildo Marinho comentou a perda. “O professor Everaldo, uma lenda do Leonardo da Vinci, lembram? Infelizmente faleceu. Tive o prazer de trabalhar ao seu lado, aprendendo a ser um professor melhor a cada dia. Sua paciência, organização, comprometimento, parceria e humildade, muito me motivaram a ser quem sou hoje como profissional. Suas tiradas, seu bom humor, sua leveza no cotidiano, me fizeram muitas vezes resistir a situações complicadas em sala de aula. Seu carinho com a família e sua demonstração de fé foram grandes marcas. A ti, querido ‘Vevé’, minha gratidão e homenagem. Que Deus o receba no céu e sua família seja amparada aqui na terra.”

O professor de biologia Paulo Ricardo Menezes, 47 anos, começou a dar aulas no Centro Educacional Leonardo da Vinci há 24 anos e recorda a personalidade do colega. “Quando eu comecei, o Everaldo já estava lá. Era uma pessoa limpa, carismática, alto astral. Tinha um espírito de jovem no linguajar e na mente. Os alunos perguntavam, mas ele nunca revelou a própria idade e inventava muitas lendas sobre o histórico dele na escola. Estava sempre brincando”, lembra. “Ele gostava muito de dar aula, aposentou-se e continuou dando aulas.”

Leonardo da Vinci/Reprodução
Raissa Fernandes, 25 anos, "sobrinha-filha" de Everaldo, conta da falta que ele vai fazer. "Ele realmente era um homem incrível e com um coração gigantesco. Apenas para se ter uma ideia, eu morava no Rio de Janeiro e fui literalmente adotada pelo Everaldo perante a lei para que eu pudesse ter a oportunidade de estudar no Leonardo. Enfim, essa é apenas uma das inúmeras histórias... Que são, na sua maioria, cômicas", conta. "Nunca fui aluna do meu tio. Ele sempre foi muito ético: quando eu fiz o 1º ano do ensino médio, ele dava aula para 2º e 3º anos, e assim sucessivamente." A grande paixão de Everaldo, segundo Raissa, era o mar. "Era carioca, trabalhava e morava em Brasília, mas, em todas as férias, fugia para encontrar o mar. Amava Cabo Frio."

No vídeo abaixo, está registrado um dos momentos de descontração do professor com estudantes.



Arquivo pessoal


Arquivo pessoal


Arquivo pessoal

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