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Escolas tentam se adequar

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postado em 25/02/2015 12:36 / atualizado em 25/02/2015 12:45

Maryna Lacerda

Ainda que parcialmente, o ano letivo começou na rede pública do Distrito Federal. Algumas escolas retomaram as atividades, mas há turmas sem aula em razão da adesão dos professores. São instituições onde os turnos foram reduzidos, e os estudantes acabam liberados mais cedo. Em outras, as grades horárias se adiantam para que não haja janelas entre uma disciplina e outra. Assim, até que sejam definidas as formas de pagamento dos débitos, os pais ou responsáveis devem ligar nos colégios para saber se há previsão de atividades para o dia.


Na Escola Classe 6, no Guará 2, dois dos 26 professores regentes paralisaram as atividades. A unidade abriu e alguns alunos tiveram aula, mas nem todos os 513 estudantes compareceram. A página da escola em uma rede social foi o canal de comunicação para avisar à comunidade do expediente. De acordo com funcionários, a orientação é de imparcialidade por parte da administração. Dessa forma, cabe a cada educador escolher se vai aderir ou não ao movimento. No entanto, a preocupação com o agravamento do arrocho financeiro por causa do corte de ponto no período de greve tem feito com que muitos retornem ao trabalho. A insegurança é a de que, além de ficarem sem receber férias e 13º salário, apareçam no contracheque descontos pelas jornadas não cumpridas.


Na Escola Classe 17, em Taguatinga, pelo menos 50% dos estudantes faltaram, ontem, em razão da greve. Lá, estudam 340 alunos, do 1º ao 5º ano, com turmas regulares e inclusivas. A instituição divide espaço com o Centro de Ensino Fundamental 17 e com o Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab) e foi especialmente atingida pela greve. “É comum que alunos daqui tenham irmãos matriculados nas escolas ao lado. Assim, se um não tem aula, acontece de os pais não trazerem os meninos para cá também”, explica uma funcionária. Segundo ela, a expectativa é de que a frequência aumente com o passar dos dias, até mesmo pela divulgação de que algumas turmas estão em atividade.


Por causa da antecipação do horário, a dona de casa Adriana Ferreira de Melo, 39 anos, teve de buscar a filha Giovana Stefane Ferreira Costa, 7 anos, mais cedo, na EC 17. “As aulas dela foram até as 11h30. O irmão dela estuda no CEF 17 e não teve aula hoje. É muito ruim a insegurança, sem saber se eles vão ter aula. Entendo o lado dos professores, mas a greve atrasa os estudos. Os alunos da rede particular começaram as aulas há duas semanas e os da pública ainda não. O calendário está atrasado e não tem dia certo para a situação se normalizar”, desabafa.

 

PARA SABER MAIS »

Processo de 50 dias

A Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) se trata da obtenção de empréstimo por parte do GDF. Para ser viabilizado, porém, é preciso cumprir uma série de procedimentos e pode demorar até 50 dias. Isso porque o projeto da ARO foi aprovado na Câmara Legislativa na semana passada, mas precisa de aval da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do governo federal e de intermédio do Banco Central. Nesse momento, o Palácio do Buriti aguarda resposta de sete instituições financeiras que farão uma contraproposta com as condições para o empréstimo. A posição dos bancos, ao lado de certidões negativas, é encaminhada à STN. O órgão analisa o pedido do GDF e, se estiver de acordo, encaminha o processo ao Banco Central, que faz um chamamento público. A instituição financeira que tiver a melhor proposta, com juros mais baixos, é a escolhida, e o recurso chega ao caixa. A operação não é vantajosa para o Estado, pois os juros, dificilmente, são menores do que 15%. Assim, o GDF pegaria R$ 400 milhões emprestados e, no fim do ano, pagaria R$ 460 milhões.

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