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Câmara Legislativa votará com urgência remanejamento orçamentário

A medida apresentada pelo GDF é uma tentativa de atender as reivindicações

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postado em 26/02/2015 20:00 / atualizado em 27/02/2015 12:28

Kelsiane Nunes /Especial para o Correio

Em sessão deliberativa na tarde desta quinta-feira (26), deputados decidiram que vão votar, em regime de urgência, projeto de lei que permite o governo remanejar aproximadamente R$ 140 milhões de recursos de fundos distritais da administração direta para honrar os pagamentos dos servidores até o quinto dia útil do mês e antecipar as parcelas dos benefícios atrasados dos servidores da educação e saúde. A equipe econômica do GDF identificou na última quarta-feira (25) que faltam cerca de R$83 milhões para déficit.

 

Para o diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro) Washington Dourado, a sessão foi positiva por conta da manifestação de apoio dos deputados aos professores. “Os parlamentares garantiram que que nenhuma medida será aprovada sem a garantia de que o débito será pago de imediato”, afirma. Porém, a oferta apresentada pelo GDF ainda não atende as exigências da categoria. “A proposta do governo não resolve o nosso problema porque mantem o parcelamento da dívida em março e abril. A categoria quer o pagamento agora. Além disso, entendemos que o governador pode remanejar o valor total do deficit”, disse.

 

A dívida do GDF com os professores é de R$ 183 milhões, entre abono de férias, 13° salário para os docentes que fazem aniversário em dezembro (a totalidade é paga paga no mês de aniversário do servidor) e rescisão contratual de 6 mil temporários. A promessa inicial do governo era pagar esse valor em parcelas até junho, mas os professores exigem o pagamento da dívida trabalhista á vista.

 

Na próxima sexta (27) está agendada , às 10h, no Palácio do Buriti, reunião entre representantes do Sindicato dos Professores (Sinpro) e governo para negociar o atendimento das reivindicações. Também está marcada assembleia de professores, às 14h, na Praça do Buriti, para decidir os rumos da paralisação. Na última quarta-feira (25), o desembargador João Egmont do Tribunal de Justiça do Distrito Federal deteminou o retorno dos profissionais às salas de aula. Em nota, o Sinpro afirma que foi notificado na manhã desta quinta-feira (26) da decisão e que vai recorrer.

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