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Retorno parcial da rotina escolar

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postado em 27/02/2015 11:09 / atualizado em 27/02/2015 11:10

Maryna Lacerda

André Violatti
funcionamento, mas, na maioria delas, há algumas turmas sem aula. Isso ocorre porque cabe a cada professor escolher se vai aderir ao movimento ou se prefere retornar à rotina escolar. Por isso, a Secretaria de Educação tem dificuldade para dimensionar o percentual de educadores parados. A pasta recebe, diariamente, relatórios sobre os trabalhos das unidades, mas não tem o detalhamento de quantos trabalhadores não estão cumprindo a jornada.


A recomendação aos pais, nesse caso, é ligar para a escola para saber quais as turmas têm professores presentes. Foi o que fez a atendente Stella Rodrigues, 27 anos. O filho dela, Adril Rodrigues, 6, cursa o 1º ano do ensino fundamental na Escola Classe 17, em Taguatinga. “Liguei para saber se ele teria aula nesta semana. Ele estava ansioso para começar as aulas porque gosta muito de brincar com os amiguinhos e sente falta das professoras”, destaca.


Na Escola Classe 115 Norte, pais, alunos e professores organizaram uma roda de conversa para apresentar aos estudantes a situação pela qual a educação passa e ouvir deles as opiniões sobre o tema. Dos 17 professores da instituição, quatro aderiram ao movimento. Dessa forma, no início do turno, eles se sentaram no pátio e foram questionados sobre o significado da palavra paralisação e se sabiam o que levou a esse movimento.

Cidadania

Alguns curiosos, outros tímidos, mas, por alguns minutos, todos refletiram sobre o porquê de os corredores estarem vazios. “Estamos aqui porque a paralisação também é nosso problema. A gente entende que a escola é um espaço de expressão da cidadania”, conta o servidor público Fred Vazquez, 43. Da atividade, saíram questionamentos como o de Cristian Shaka Ferreira Nken, 8, aluno do 4º ano. “Eu não entendo como não pagam os professores. Como eles vão comprar comida, essas coisas?”, pergunta. Maria Eduarda Silva Ribeiro, 9, também do 4º ano, critica a situação. “Se contrataram, tinham de pagar direito”, avalia.

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