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Docentes suspendem paralisação até 5º dia útil de abril

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postado em 27/02/2015 16:02 / atualizado em 27/02/2015 18:48

Kelsiane Nunes /Especial para o Correio

Kelsiane Nunes/Esp. CB

Nesta sexta-feira (27), sexto dia de paralisação de professores, 10 mil manifestantes se reuniram em frente ao Palácio do Buriti, segundo estimativa do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF). Em assembleia, a ampla maioria dos docentes decidiu dar fim à paralisação até o 5º dia útil de abril (que será em 9 de abril), quando haverá nova assembleia. Na data, está previsto o recebimento do pagamento referente à março e de uma das parcelas do reajuste referente ao Plano de Carreira aprovado em 2012. O objetivo da categoria é verificar se tudo chegará na conta corretamente para, então, decidir os rumos do movimento.

 

Os professores cobram o 13° salário e abono de férias do ano passado. Na proposta acatada pelo profissionais, o governo se compromete a antecipar o pagamento total dos benefícios atrasados para março, caso haja condições financeiras.

 

Kelsiane Nunes/Esp. CB
O documento assinado pelo secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, e o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, inclui um cronograma de pagamento que vai de 27 de fevereiro a 30 de abril. As formas como o dinheiro será obtido ainda está em discussão. Hoje ao meio-dia o governo encaminhou dois projetos de lei à câmara legislativa para o fim. Uma das propostas aumenta a arrecadação do governo enquanto a outra autoriza a movimentação de R$ 340 milhões em fundos, que seriam utilizados para pagar profissionais da educação e da saúde.

Apoio

A estudante de 2ª ano Stefany da Costa Ferreira, 16, apoia a paralisação. “Eu apoio a greve porque os professores precisam receber salário, como qualquer outro profissional. Nós precisamos deles para estudar e só um professor bem remunerado pode trabalhar bem”, diz a jovem, que estuda no Setor Oeste. Letícia Lopes de Sousa, 15 anos, "Me senti muito prejudicada e a falta de aulas pode refletir no resultado do PAS. mas apoio o movimento porque eles merecem receber o salário", diz.

O professor de inglês do Centro Interescolar de Línguas (CIL) 2 Kaio Maia, 24 anos, acha que a continuação da greve pode prejudicar o calendário deste ano. "Prefiro acreditar que o governador está fazendo o possível para aceitar a proposta. Não foi o suficiente, mas é aceitável. Senão, não fecharemos o ano letivo", diz.

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