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Professores participam de ato contra corte de reajustes salariais

Alunos de escolas públicas tiveram aulas reduzidas para que docentes participassem do ato

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postado em 26/05/2015 14:07 / atualizado em 26/05/2015 15:14

Professores da rede pública de ensino do DF fazem ato público na tarde desta terça-feira (26) para acompanhar o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (Adin), feita pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, que pede o não reajuste salarial de 31 categorias profissionais, incluindo os professores. A concentração dos docentes e de outros servidores da administração pública ocorre na praça em frente ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Segundo o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro/DF), 90% da categoria reduziu os horários das aulas para participar da manifestação, mas ainda não sabe quantos profissionais da educação estão presentes no local.


As 32 leis que concedem os aumentos foram aprovadas em 2013, durante o governo de Agnelo Queiroz. O Ministério Público alega que o principal problema é a falta de previsão orçamentária em 2015 para cumprir com o pagamento das folhas salariais com os aumentos. O Governo de Brasília prevê que o impacto será de R$ 600 milhões neste ano e de R$ 1,7 bilhões no orçamento em 2016. Segundo Ilson Veloso, um dos presidentes de assuntos jurídicos, trabalhistas e sócio-econômicos do Sinpro, os servidores não vão aceitar a decisão, caso os conselheiros aceitem a ação. “Não há a menor possibilidade de que a gente aceite um retrocesso de 30% no salário em um momento que o país passa por crise financeira. Caso ela seja aprovada, vamos entrar em greve por tempo indeterminado assim como os outros servidores”, afirma.

 

Segundo Samuel Fernandes, também diretor do Sinpro, a decisão pode interferir diretamente no salário dos professores no mês de setembro. “O impacto maior será na última parcela do aumento para a categoria, que estava prevista para acontecer em setembro. É um absurdo essa ação porque o governo já provou que pode pagar”, afirma. O reajuste total seria de 23,7%, passando de R$ 4,2 mil para R$ 5,4 mil o salário inicial do professor.

 

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