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Correio Braziliense

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Servidores técnico-administrativos da UnB entram em greve nesta quinta (28)

Até a tarde desta quinta-feira, docentes de 18 universidades federais de 12 estados também paralisaram atividades. Entidade representativa nacional aguarda contraposta do governo

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postado em 28/05/2015 12:57 / atualizado em 28/05/2015 21:17

Nesta quinta-feira (28), professores de universidades federais de todo o país entram em indicativo de greve contra cortes de orçamento na educação. O Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) aprovou a proposta de deflagração de greve em 16 de junho. Eles instauraram um comando de greve na manhã desta quinta-feira e, às 15h, divulgaram uma relação de 18 instituições de 12 estados que já tinham aderido ao movimento. Em diversas outras universidades, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade de Brasília (UnB), os funcionários técnico-administrativos se recusam a trabalhar. Segundo a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), a maioria dos trabalhadores da categoria realizaram assembleias nesta quinta-feira (28) e deflagraram processo grevista. Em vários estados, está definida a participação de entidades de base nas atividades do Dia Nacional de Paralisação, chamado pelas centrais sindicais para esta sexta-feira (29).

Contexto da UnB
Na Universidade de Brasília, os técnicos-administrativos e servidores estão de braços cruzados. Os trabalhadores pedem melhores condições de trabalho e aumento salarial. Ao meio-dia, um grupo com cerca de 30 servidores proestou no câmpus Darcy Ribeiro. Os manifestantes saíram do ICC Sul em direção ao ICC Norte e pediam apoio dos estudantes ao movimento. Alunos que estavam no local afirmam que os trabalhadores ameaçaram invadir a Reitoria.

Os professores da UnB ainda não decidiram se vão aderir à greve. De acordo com o presidente da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), Vadim Arsky, haverá uma reunião de representantes na próxima quarta-feira (3) e uma assembleia geral em 10 de junho. "Não sabemos a opinião dos docentes sobre a greve. Para isso, vamos utilizar um modelo de pesquisa eletrônicoa antes da reunião geral", explica. "Nos solidarizamos com as reivindicações dos servidores porque estamos tendo uma diminuição de funcionários com a saída dos terceirizados. Com isso, os servidores terão uma carga de trabalho maior", disse.

Segundo o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de Brasília, Mauro Mendes, cerca de 80% dos 3 mil servidores da instituição devem aderir ao movimento. Apesar da estimativa, Mendes garante que serviços considerados essenciais serão mantidos. “Decidimos, em assembleia, que nos hospitais Universitário e Veterinário, no setor de pagamento e segurança e nos laboratórios onde são desenvolvidas pesquisas com plantas e animais serão mantidos 30% dos trabalhadores atuando. Mas na Biblioteca, na Prefeitura e em serviços de atendimento ao aluno, as atividades será 100% paralisadas, já que não são serviços essencias."

 

As principais reivindicações da categoria são aumento salarial de 27,3% e reajuste no valor do tíquete alimentação, que hoje é de R$ 373. "Os participantse do movimento são contra a paridade entre os salários de aposentados e ativos, a privatização dos hospitais universitários e o corte no repasse financeiro das universidades públicas”, informa o coordenador.

Confira a lista de universidades que aderiram à greve até as 15h desta quinta-feira (23), de acordo com a Andes:

 

Universidade Federal do Acre

Universidade Federal de Alagoas

Universidade Federal do Amapá

Universidade Federal de Sergipe

Universidade Federal Rural da Amazônia

Universidade Federal da Paraíba

Universidade Federal do Pará

Universidade Federal do Oeste da Bahia

Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

Universidade Federal do Mato Grosso

Universidade Federal de Rondônia

Universidade Federal do Mato Grosso - Rondonópolis

Instituto Federal do Piauí

Universidade Federal da Grande Dourados

Universidade Federal Rural do Semiárido

Universidade Federal de Tocantins

Universidade Federal de Campina Grande - Patos

Universidade Federal Fluminense

 

Contrários
Segundo a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação), 20 instituições de ensino superior rejeitaram o indicativo de greve. A entidade é contra o movimento e aguarda contraproposta do Ministério do Planejamento, até julho, para avaliar se a base indicará greve no ensino superior público.

 

Confira a lista de universidades que não aderiram à greve, de acordo com a Proifes-Federação:

 

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Universidade Federal Rural de Pernambuco

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Universidade Federal de São Carlos

Instituto Federal Sudeste de Minas

Universidade Federal do Amazonas

Instituto Federal Ouro Preto

Universidade Federal de Juiz de Fora

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Universidade Federal de Campina Grande

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Universidade Federal de São João Del Rei

Universidade Federal de Goiás

Universidade Federal de Uberlândia

Universidade Federal de Santa Maria

Universidade Federal de Viçosa

Universidade Federal do Paraná

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

 

 

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