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Sindicatos afirmam que não sabem até quando vai a greve nas universidades

Entidades que representam professores e servidores técnico-administrativos das instituições públicas alegam que governo não se dispõe a negociar as reivindicações

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postado em 11/06/2015 10:13 / atualizado em 11/06/2015 20:01

Kelsiane Nunes /Especial para o Correio

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press
Há duas semanas em greve, representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) se reuniram na manhã desta quinta-feira (11) para dar o balanço geral do movimento. Apesar das tentativas, os representantes sindicais ainda não conseguiram fazer reunião com o Ministério da Educação para discutir as pautas.

"A greve não é só por questão salarial, é contra os cortes que o governo tem feito na educação. Foram 7,5 bilhões nos três primeiros meses deste ano, que até agora se refletem no pagamento de terceirizados e de contas nas universidades federais. Se a instituições não  parassem pela greve, iam parar por inanição", diz Paulo Rizzo, presidente do Andes. Não gostaríamos de de fazer a greve, mas só assim o governo negocia. Tememos que a paralisação seja longa já que o governo não parece disposto a negociações", completou.

Até agora, docentes de 25 universidades aderiram ao movimento, mesmo número registrado na última terça-feira (9) pelo Andes. Os professores reivindicam melhores condições de trabalho como número de laboratórios, clínicas, restaurantes universitários e salas de aula que atendam a quantidade de alunos e aumento da relação professor/estudante nos cursos. Eles também pedem reestruturação da carreira, valorização salarial de ativos e aposentados, com piso salarial de R$ 2.748,22 para docente em regime de trabalho de 20h semanais, e garantia de recursos públicos suficientes para a expansão das instituições federais e término das obras iniciadas pelo programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

Os servidores técnico-administrativos reivindicam, principalmente, reajuste de 27,3% no piso salarial, redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redução de salário e eleições paritárias para os cargos de direção. Funcionários de 58 instituições de ensino superior e de três institutos federais de educação estão em greve.
Rogério Marzola, um dos coordenadores-gerais da Fasubra, conta que os servidores pretendem fazer marchas e paralisações em hospitais universitários no próximo dia 17 contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). "O governo contratou a empresa para prestar melhor gestão, mas isso não tem acontecido", disse. Uma das pautas de revindicação é pela revogação da lei que cria a Ebserh e pela contratação de trabalhadores por concurso público nos hospitais universitários.

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