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Professores da UnB decidem sobre greve nesta quarta-feira (17)

Assembleia começou às 9h no auditório da Faculdade de Tecnologia. Servidores da universidade estão parados quase três semanas

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postado em 17/06/2015 11:01 / atualizado em 17/06/2015 19:44

Mariana Niederauer , Kelsiane Nunes /Especial para o Correio

Gustavo Moreno/CB/DA Press
Os professores da Universidade de Brasília (UnB) estão reunidos na manhã desta quarta-feira (17) em assembleia no auditório da Faculdade de Tecnologia para decidir se irão entrar no movimento nacional grevista das instituições de ensino superior federais, iniciado no último dia 28. A lista de presença foi assinada por 469 docentes.

Houve tumulto no início da reunião, marcada para as 9h, porque alunos foram impedidos de entrar. Apenas representantes do Diretório Central do Estudantes (DCE) puderam falar. Às 11h, os professores expunham posições contrárias e favoráveis à greve em falas de três minutos.

Docentes de 30 instituições aderiram à paralisação, de acordo com informe divulgado na última sexta-feira (12) pelo Sindicato Nacional dos Docentes e Instituições de Ensino Superior (Andes). Os servidores da UnB e de outras 60 universidades e institutos federais cruzaram os braços.

As reivindicações dos professores são por melhores condições de trabalho, reestruturação da carreira, valorização salarial de ativos e aposentados, garantia de recursos públicos suficientes para a expansão com qualidade das instituições federais.

Protesto
Também nesta manhã, os servidores técnico-administrativos da UnB fazem ato nas proximidades do Hospital Universitário de Brasília (HUB). A manifestação pede a revogação do contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra o hospital desde 2013. O ato, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), também é uma convocação para mais servidores aderirem à greve, que começou em 28 de maio. Segundo o sindicato, cerca de 600 trabalhadores estão presentes na manifestação.

Irlana Nunes / divulgação
“Nós entendemos que ao contratar a empresa o governo federal está privatizando os serviços, isso tira a principal característica dos hospitais universitários que é ser uma escola para os estudantes. Hoje privatizam os hospitais, amanhã será a universidade”, opina coordenador do Sintfub, Mauro Mendes. Os manifestantes pedem a revogação do contrato com a empresa e a realização de concurso público para novos servidores. O coordenador também afirma que é importante a adesão dos professores da UnB a greve nacional. “É importante lutar contra os cortes que o governo tem feito na área da educação”, afirma.

O movimento é nacional. A Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), convocou todos os funcionários das 58 instituições de ensino superior e de três institutos federais de educação em greve para fazer manifestações contra os contratos da Ebserh nos Hospitais Universitários. Uma das pautas de revindicação da greve é pela revogação da lei que cria a Ebserh e pela contratação de trabalhadores por concurso público nos hospitais universitários. Eles também pedem reajuste de 27,3% no piso salarial, redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redução de salário e eleições paritárias para os cargos de direção.

 

Mais manifestação 

 

O Sintfub organiza ato nesta quinta-feira (18), às 9h30 , no prédio da reitoria. Os grevistas irão fazer panfletagem e discutir sobre o movimento entre os servidores. O objetivo da manifestação é chamar os trabalhadores que atuam no prédio a aderirem a greve e provavelmente entregar ao reitor, Ivan Camargo, pauta de reivindicações. “Escolhemos fazer ato na reitoria porque lá é o coração da Universidade”, justifica  Mendes.
 

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