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Programa internacional da Apple convida professores brasileiros

Vinte e cinco educadores foram selecionados para participar de curso de capacitação na Flórida

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postado em 06/07/2015 14:21 / atualizado em 06/07/2015 14:33

Colégio Marista/divulgação
Após quase uma década da criação do programa The Apple Distinguished Educator (ADE), da empresa Apple, educadores brasileiros tiveram a oportunidade de concorrer a um curso de capacitação em tecnologia pedagógica com duração de uma semana na Flórida, EUA. Para competirem ao prêmio, docentes ao redor do país inteiro submeteram projetos que mostravam formas inovadoras de usar as plataformas da Apple dentro das salas de aula. Dentre os inscritos, 25 professores foram selecionados e viajaram domingo (5) para um encontro tecnológico que estimula a troca de experiências pedagógicas reúne mais de dois mil educadores de diversas nacionalidades.

O professor de matemática Luiz Alberto Arantes de Souza, apelidado Batata, e o professor de biologia Alexandre Falchi, conhecido como Ameba, ambos do Colégio Marista de Brasília, estavam na lista de brasileiros escolhidos para participar do curso, cuja primeira edição data de 1994 e, este ano, divide os educadores entre Singapura, Holanda e Estados Unidos, de acordo com a nacionalidade do selecionado. Os projetos que Luiz Alberto e Alexandre submeteram para a avaliação eram relacionados a livros digitais e materiais didáticos produzidos exclusivamente para a plataforma iTunes e usados durante as aulas.

"Dentro da escola, temos um grupo de professores que trabalha com tecnologia educacional. Nele, compartilhamos informações para nos mantermos atualizados", explica Luiz Alberto, que soube da oportunidade através dos colegas educadores. O professor acredita que, dependendo de como é usada, a tecnologia pode exercitar a criatividade dos jovens e promover a interação através do trabalho em grupo: "Como temos uma média de 4 alunos por iPad, eles têm que dividir os aparelhos". Mas Luiz Alberto nem sempre militou à favor de novos métodos educativos. Na época em que algumas escolas começaram a substituir livros didáticos por tablets, o professor militou fortemente a favor dos materiais tradicionais: "Fui resistente durante muito tempo, mas precisamos aceitar que as crianças da nova geração são nativos digitais. O principal é que possamos orientar os alunos, seja com livro, celular ou tablet, afinal, o mercado de trabalho vai exigir deles o uso de tecnologias ainda mais sofisticadas", argumenta.

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