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Associação de pais e alunos não apoia greve de professores

Segundo nota divulgada pela entidade, associação quer que "categoria seja tratada com a mais elevada consideração", mas afirma não poder apoiar a paralisação. Continuidade da greve foi aprovada por professores nesta quarta-feira (4)

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postado em 04/11/2015 17:40 / atualizado em 04/11/2015 18:21

A Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF (Aspa-DF) divulgou nota pública na qual afirma não apoiar a greve dos professores, iniciada em 15 de outubro.

 

Confira a nota na íntegra:

 

NOTA PÚBLICA
GREVE DOS PROFESSORES

A Associação de Pais e Alunos do DF, Entidade que representa os pais de alunos das escolas públicas e privadas, da creche à universidade, vem a público manifestar suas considerações iniciais sobre a greve dos professores das escolas públicas do DF.

Cabe pontuar de início, que a ASPA é uma entidade de interesse social apartidária e não corporativa.  Assim, não importa quem esteja no poder  e as categorias da educação envolvidas, lutamos em primeiro lugar pela qualidade da educação e a proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes, preconizados pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, que garante a educação e a proteção integral desse público antes de qualquer outra premissa como direito fundamental que é uma cláusula pétrea.

VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES

Os professores do DF estão entre os docentes mais preparados do Brasil e também mais bem remunerados. Isso mostra que a conquista dessas qualificações é fruto de uma luta de longo tempo pela categoria.

É forçoso reconhecer que o TJDFT já se manifestou sobre a legalidade do aumento concedido à categoria dado pelo governo anterior (o aumento também foi dado a dezenas de outras categorias). Entretanto, o TJDFT não se manifestou ainda quanto às contas do governo anterior, tampouco como o Governo de Brasília pagará esses compromissos.

Entendemos que mesmo que o governo anterior tenha concedido aumento sem o devido lastro para os pagamentos futuros, a conquista foi legítima e fruto de árdua negociação, apoiada à época pela ASPA, pois existia, ao menos quanto aos professores, uma promessa de campanha. Nesse sentido apoiamos a categoria, mas não o movimento paredista de 52 dias naquela ocasião.

 

CONTAS DO GOVERNO
Por outro lado, a transparência prometida pelo atual Governo não foi implementada até o momento. A sociedade precisa ver as contas do governo a fim de constatar a real situação financeira que deveria ter sido já elucidada por uma auditoria independente e com credibilidade, contratada pelo governo. Após isso, poderemos falar com mais propriedade sobre o comprometimento de 87% das verbas destinadas para a educação somente com folha de pagamento, segundo divulgado pelo Governo.

RECRUDESCIMENTO DO MOVIMENTO

Por mais que tenhamos respeito pelas justas reivindicações dos professores do DF, por mais que queiramos que essa categoria seja tratada com a mais elevada consideração, não podemos apoiar o movimento grevista e repudiamos qualquer ato de violência para impedir que os professores que queiram trabalhar possam fazê-lo. Muito menos podemos admitir que os esforços do movimento grevista resultem em agressões a nossos alunos e docentes. Assim, atos de invasão de escola expulsando alunos e professores não podem ser aceitos pela ASPA e, com certeza, por todos os pais e alunos do DF, ainda mais nesse momento crucial de final de ano letivo com provas finais e acessão à universidade.

AÇÃO ENÉRGICA DA POLÍCIA

Repudiamos também qualquer ato de truculência cometido contra os professores e demais profissionais da educação pela respeitosa Polícia Militar do DF.  E, sendo assim, instamos à nossa valorosa corporação que não se deixe levar por atos isolados de provocação de grevistas (ou elementos violentos infiltrados) que destoam da grande massa respeitosa e honrosa de professores que estão exercendo o seu direito legítimo de reivindicação.

Por fim, a ASPA pede ao Governo de Brasília que garanta a segurança e a integridade física de nossos estudantes, bem como dos professores nas escolas que não aderiram à greve. Esperamos que o governo e a categoria entrem em acordo o mais rapidamente possível a fim de evitar maiores prejuízos à educação pública do DF.

ASPA-DF

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