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Professores têm reunião com o GDF nesta noite e aguardam contraproposta

Segundo sindicato, últimas reuniões deram um passo atrás na negociação. Para cobrar nova proposta, representantes da categoria fazem greve de fome e vigília na Câmara Legislativa

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postado em 11/11/2015 20:11 / atualizado em 11/11/2015 20:15

O governador Rodrigo Rollemberg irá se reunir, na noite desta quarta-feira (11), com a Comissão de Greve e dirigentes do Sindicato do Professores do DF (Sinpro) para negociar as demandas da categoria. Na tarde desta quarta-feira (11), cerca de 40 professores decidiram ocupar o gabinete da presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão, e entrar em greve de fome. Segundo o sindicato, o ato foi motivado pelo retrocesso nas negociações de ontem com o governo.

 

Segundo a diretora do Sinpro DF, Rosilene Correa, os professores estão desde às 9h30 no local sem alimentação alguma. Em frente à Câmara Legislativa do DF, um grupo de professores fazem vigília em ato de apoio aos companheiros em greve de fome. “O governo tem se posicionado de forma que só tem tensionado mais a relação com a categoria. Para nós isto é inegociável. Se não tem pagamento, não tem reposição, e não tem suspensão da greve. Diante da intransigência do governador o grupo decidiu usar o extremo de uma greve de fome para ver se assim ele percebe que existe uma categoria em greve”, declara a diretora.

A diretora destaca ainda que o conteúdo do documento entregue aos professores na noite de terça-feira (10), após a reunião realizada com representantes da Casa Civil para discutir as demandas da categoria, foi uma surpresa para os docentes, que esperavam avanços na negociação: “Nós regredimos na negociação, porque o item em que o governo se comprometia com o pagamento do salário foi retirado”, afirma.

Na tarde desta quarta-feira (11), a categoria realizou reunião com a Comissão de Justiça e Paz e, em seguida, com o arcebispo de Brasília Dom Sergio da Rocha. Segundo o sindicato, o arcebispo Dom Sergio da Rocha se comprometeu a acompanhar a greve e a fazer contato por telefone com o governador e ponderar com ele pontos exigidos pelo sindicato, como a retirada da multa aos grevistas, o pagamento do reajuste salarial e a supensão das proposta de cortes de salário da categoria. “O compromisso dele é de se empenhará em insistir com o governo para que se estabeleça um processo de negociação permanente, para dar o mínimo de segurança para a categoria de que haja continuidade da negociação”, explica Rosilene.

Uma nova assembleia será realizada nesta quinta-feira (12), às 9h, em frente ao Palácio do Buriti, para avaliar as propostas feitas pelo governador durante a nova reunião.

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