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Rollemberg e professores conversam sobre o futuro da greve

O dirigente criticou a quebra de vidros. Para sindicato, se houver corte de ponto, grevistas não vão repor as aulas perdidas

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postado em 11/11/2015 21:16 / atualizado em 11/11/2015 21:29

Camila Costa

A reunião entre o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e representantes do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro) começou às 20h05 desta quarta-feira (12/11). O socialista iniciou o encontro com a insatisfação de os servidores terem quebrado as vidraças do Palácio do Buriti durante a manhã. Ele acrescentou que a atitude "não é uma forma democrática de lutar e que o governo sempre esteve aberto ao diálogo". Rollemberg alegou, ainda, que recebeu os docentes mais de cinco vezes e justificou que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decretou a greve da categoria ilegal.

"A continuidade do movimento não vai surtir efeito, pois não temos possibilidades de pagar os reajustes. Mesmo o governo tentando, em um gesto de boa vontade, pagar a reposição dos dias parados, o corte dos pontos foi determinado pela Justiça", acrescentou.

A diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Rosilene Correa afirmou que, se o governo mantiver a decisão de cortar o ponto, não haverá reposição de aula. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF), Ibaneis Rocha, acompanha a reunião e fez um posicionamento na tentativa de que a categoria e o Poder Executivo local cheguem a um acordo: "Se o governo continuar alegando impossibilidade de pagamento e o sindicato ficar nesta posição, nada será resolvido".

Ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo considerou que é necessário definir uma agenda de solução para que a negociação possa avançar. "Os pontos levantados encontram caminhos para solução, tanto pelo viés jurídico quanto pelo político, como já vimos em greves anteriores, onde pudemos construir, junto com entidades como a UnB, condições de acordo", defendeu.

Também participam do encontro a presidente da Câmara Legislativa do DF, a deputada Celina Leão (PDT), os distritais Ricardo Valle (PT), Chico Vigilante (PT), Reginaldo Veras (PDT), Professor Israel (PV), Júlio César (PRB), além da deputada federal Erika Kokay (PT-DF).

 

Comissão para resolver o problema

Sem avanço de ambos os lados durante a reunião que começou às 20h05 desta quarta-feira (11/11), o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), montou uma comissão na tentativa de encontrar uma solução para o pleito dos professores grevistas que reivindicam pagamento do reajuste salarial antes de outubro de 2016 e o pagamento de salário dos dias parados durante a greve. Participam do encontro reservado, no gabinete do governador, representantes da Universidade de Brasília (UnB), Ordem dos Advogados do Brasil do DF (OAB-DF), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF).

Para tentar chegar a um acordo, a reunião geral foi interrompida por volta das 20h50. "Sempre buscamos saída, mas as demais greves que não tiveram esse desenrolar também não foram declaradas ilegais pela Justiça. Essa foi. É legítimo acionar o tribunal e ele quem determinou a multa, o desconto dos dias parados e até a reposição de aulas nesse período", argumentou o governador. "A verdade é que a assembleia recusou os itens da proposta e manteve a greve. É importante lembrar que nunca tivemos em um momento de crise financeira como esta", defendeu.

O ex-reitor da UnB e representante da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Brasília, José Geraldo Sousa Júnior, citou quatro pontos principais para que governo e sindicato cheguem a um acordo: realizar o pagamento de reajuste salarial antecipado (já descartado pelo GDF que mantém a proposta apenas para outubro de 2016); retirar a multa pelos dias parados da categoria, revogar a determinação do corte de pontos e fazer concurso para contratação de professores para as creches da Secreraria de Educação (os profissionais que lá trabalham são contratador por uma organização social, semelhante a um serviço terceirizado).

A comissão foi uma sugestão do deputado distrital Chico Vigilante (PT). Durante o encontro ele propôs uma solução para o impasse e sugeriu que Rollemberg discutisse ponto a ponto das reivindicações com os professores grevistas. Recomendou, ainda, que o governador saísse da mesa com o Sinpro, na presença do presidente da OAB-DF, para tentar avançar na negociação. "Mais da metade da minha vida participei de greves. Quando tem que encontrar solução, não dá para marcar posição. Vim na tentativa de chegar a um entendimento, mas o clima está ruim", reclamou.

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