SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Professores decidem hoje se aprovam acordo com governo para fim de greve

Categoria e Rollemberg fecham negociação com a ajuda de integrantes da sociedade civil, em reunião ocorrida na noite de ontem. Durante o dia, protesto em frente ao Buriti se tornou violento. Brasilienses enfrentaram engarrafamento de três horas

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 12/11/2015 06:36 / atualizado em 12/11/2015 10:53

Nathália Cardim / , Guilherme Pera , Camila Costa

O GDF precisou da intervenção de membros da sociedade civil para resolver o imbróglio com os professores. Na noite de ontem, depois de um dia tenso em frente ao Palácio do Buriti, com direito a gás lacrimogêneo e vidraças quebradas, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) chamou secretários e representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Ordem dos Advogados do Brasil e da Universidade de Brasília, além de deputados distritais — e a federal Érika Kokay — para uma reunião com a categoria em greve. Depois de 2h30 de encontro, a construção de um acordo apontou para o fim da paralisação hoje.

	Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


Rollemberg e os secretários Júlio Gregório (Educação), Pedro Meneguetti (Fazenda) e Sérgio Sampaio (Casa Civil) tentaram, mais uma vez, convencer a comissão do Sindicato dos Professores (Sinpro) a aceitar o pagamento do reajuste somente no ano que vem e os retroativos a partir de 2017. A proposta, de novo, recebeu a negativa dos sindicalistas. Então, integrantes da Comissão de Justiça e Paz da CNBB e da OAB, a vice-reitora da UnB, Sonia Báo, e os deputados começaram os trabalhos para tentar sensibilizar os dois lados.

O acordo saiu após o Executivo ceder em dois pontos: rever a questão da multa diária de R$ 400 mil aplicada à entidade durante a paralisação e a reposição do calendário. Um documento será formulado para discussão na assembleia dos docentes, hoje, às 9h30, na Praça do Buriti. “Com relação ao pagamento do salário, houve a disposição de discutir a reposição do calendário. É um avanço que levaremos à categoria amanhã (hoje), a promessa de pagar todos os dias”, afirmou Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro. “Vamos, daqui para amanhã (hoje), fechar a proposta. Tenho certeza de que será bem aceita pela categoria. E é claro que isso está condicionado ao fim da greve”, analisou Rollemberg.

Até o encontro de ontem, o Distrito Federal vivia um problema aparentemente sem solução. Deputados distritais exigiam uma resolução das greves para aprovarem projetos do Executivo de aumento de arrecadação. Segundo o GDF, o incremento no caixa era necessário para garantir os reajustes salariais a 32 categorias, principal motivo das paralisações. Os sindicatos não voltavam aos trabalhos sob o argumento de falta de propostas concretas por parte do governo — no caso dos médicos e dos professores, nem o anúncio do pagamento retroativo, uma das maiores reivindicações dos servidores, seria o suficiente.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

publicidade

publicidade