SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

ASSÉDIO »

Professor vai falar na terça

Reitoria da Universidade de Brasília deve ouvir ainda esta semana o professor acusado de fazer comentários machistas e mandar as alunas ficarem em posições constrangedoras durante as aulas. Alunos e testemunhas também estão convocados

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 21/02/2016 15:01 / atualizado em 21/02/2016 15:04

Maryna Lacerda

Oswaldo reis
A Universidade de Brasília deve chamar para depor, na terça-feira, o professor de audiovisual da Faculdade de Comunicação acusado de assédio sexual contra estudantes do departamento. Em dezembro, o Conselho da FAC enviou à Reitoria da instituição um dossiê com relatos de alunas que teriam sido vítimas dele, em sala de aula. O documento, organizado pelo Centro Acadêmico de Comunicação Social (Cacom/UnB), apresenta relatos de que o docente faria comentários machistas e obrigaria as jovens a ficarem em posições constrangedoras durante atividades da disciplina. As denúncias referem-se a abusos ocorridos em diversos semestres e vieram à tona por meio da campanha #meuamigosecreto, ocorrida em novembro, nas redes sociais.

À época, os relatos apontavam que o professor exigia que alunos ficassem de quatro, como animais, sob justificativa de que a atividade “ajudaria na formação profissional”. Mesmo as estudantes que estavam de saia eram obrigadas a participar da dinâmica. Quando elas manifestaram desconforto em cumprir o que o docente pedia, em razão do traje, ele teria ignorado o apelo. Em outra aula, o professor teria comentado, de forma constrangedora, sobre as pernas de uma aluna que estava de short.

Convocados
O documento com as denúncias se encontram em análise por uma Comissão de Sindicância, da Reitoria. Além do professor, vítimas e testemunhas também estão convocadas para contar a versão. O Cacom confirma, por meio de nota, a convocação para depoimento. “Alguns integrantes da gestão do Centro Acadêmico foram intimados a depor na qualidade de testemunhas ou denunciantes (...). O Cacom espera que a sindicância instaurada para apurar o caso preze pelo bem-estar e pela segurança de todo corpo discente”, afirma. O grupo de trabalho tem até 60 dias para concluir o relatório e, então, enviá-lo ao gabinete do reitor, Ivan Camargo. A partir da conclusão da sindicância, a universidade avalia a necessidade ou não de abertura de processo disciplinar contra o professor.

O semestre letivo começa em 7 de março e, a princípio, o conselho da Reitoria é de a faculdade iniciar as atividades do departamento normalmente. “Enquanto a Comissão de Sindicância desenvolve sua tarefa, a Reitoria recomenda que a FAC siga com as atividades regulares de ensino, pesquisa e extensão com seus estudantes, técnicos e professores”, consta da nota enviada por meio da Secretaria de Comunicação (Secom/UnB). A direção da FAC/UnB informou ter tomado todas as providências necessárias no âmbito de atução da unidade de ensino e aguarda o resultado da sindicância.

publicidade

publicidade