SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Professores da rede pública se reunem em assembleia

Na pauta estão avaliação do cumprimento do acordo que pôs fim à greve de 2015 e uma nova campanha salarial, mas ainda não há previsão de greve

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 17/03/2016 12:03 / atualizado em 17/03/2016 18:41

Marcelo Ferreira

 

De acordo com dados preliminares da Polícia Militar, 300 professores estavam na Praça do Buriti desde as 9h30 na assmebleia convocada pelo Sindicado dos Professores do Distrito Federal (Sinpro/DF) para avaliar o cumprimento do acordo de greve firmado no ano passado e por um novo orçamento de aumento salarial para este ano.

A diretora do Sinpro/DF, Luciana Custódio, afirmou que houve alguns avanços como a manutenção da jornada ampliada, garantia da manutenção da licença prêmio, pagamento do auxílio-alimentação e transporte para os professores temporários. Entretanto, ela afirma que a categoria luta para que não haja perda salarial “precisamos nos sentir mais motivados e só conseguiremos isso com luta. O último plano de carreira, feito em 2012, perdeu a validade no ano passado”, diz.

“Nós queremos a correção salarial e o cumprimento do acordo feito ainda durante o governo Agnelo e que foi adiado por Rollemberg e prometido para este ano. A gente se sente desamparado. A educação não está sendo respeitada. Nós ensinamos honestidade aos nossos alunos e não vemos isso no governo”, contou a professora Olga Lúcia de Oliveira, do Caic de Planaltina.

José Francisco Elói, professor na Unidade de Ressocialização do Recanto, diz que em 31 anos de serviço público nunca viu algo parecido. “É uma situação muito triste. Estamos lutando por direitos básicos para exercer a nossa função. É preciso contratar novos professores para repor os aposentados. Voltamos da greve para não prejudicar os alunos e a sociedade. Esse ano temos 50 mil novos alunos, mas não temos estrutura suficiente para atender a todos.”

publicidade

publicidade