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Correio Braziliense

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Conheça histórias de professores que são exemplo de dedicação

O Brasil celebra o dia dos docentes em 15 de outubro e, neste ano, o Eu, Estudante separou algumas histórias que se destacam pela dedicação e bom convívio com os alunos para felicitar a todos que abraçaram essa vocação

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postado em 14/10/2016 22:44 / atualizado em 14/10/2016 23:15

Só na educação básica, o Brasil tem 518.313 professores, sem contar nos cursos técnicos e superiores. É muita gente lutando pela educação no país! Por isso, nada mais justo que homenagear essa profissão que é o início de todas as outras no mundo. Selecionamos algumas histórias de educadores que se dedicam a fazer diferença na sala de aula para e representam a categoria com louvor.

 

Gabriela Studart/Esp. CB/D.A Press

O queridinho
O interesse em dar aulas de Thiago Bahé, 28 anos, começou no ensino médio. Ele, que é mestre em ensino de física pela Universidade de Brasília (UnB), é professor desde 2010 e é muito querido pelos alunos do colégio Mackenzie, onde trabalha desde 2014.

“Física não é uma matéria que todo mundo gosta, mas eu tento aproximar o conteúdo da realidade do aluno, aplicar ela ao cotidiano e usar recursos para facilitar a compreensão, como slides e o laboratório”, explica. O educador conta que tenta ter um contato mais próximo dos estudantes para que eles consigam se afeiçoar à matéria. “Converso pelos corredores e não só coisas relacionadas ao conteúdo, mas tento falar a linguagem dos estudantes e acho que por isso que eles se identificam tanto comigo”, afirma.

Nos anos de experiência, o docente conta sobre o caso de um aluno que veio de outra cidade com muita dificuldade, mas que graças ao apoio do professor, conseguiu se desenvolver. “Ele chegava a chorar por achar que não conseguiria entender o conteúdo, mas, depois, passou de ano sem ficar de recuperação em nenhuma matéria”, lembra.

Bahé acrescenta que ser docente é uma profissão muito gratificante. “Os resultados que a gente tem e os amigos que a gente faz valem mais do que qualquer coisa. Além da satisfação de ver o nosso aluno chegar no ensino médio e depois seguir uma carreira promissora, é o que mais marca na nossa atuação em sala de aula”, completa.  

Giovana Gabriele Campos, 16 anos, 2° ano do ensino médio, é aluna de Bahé. A estudante conta que o professor tem uma dinâmica boa e interage muito com a turma, fazendo com que a aula seja diferente. “Física é a minha matéria preferida, então sou suspeita para falar, mas o considero um amigo, pois conversamos, não só sobre coisas relacionadas a matéria, sobre o futuro também”, conta.

Colega de turma de Gabriele, Felipe de Castro, 17 anos, concorda com ela sobre o educador. “Ele faz piadas relacionadas a matéria, por isso a aula não fica monótona”, explica. Felipe conta que até mesmo aqueles que não gostam de física, acabam se envolvendo com a disciplina por causa do carisma do  professor. “Ele se esforça bastante para dar aulas diferentes que prendam a atenção dos alunos”, afirma.

Gabriela Studart/Esp. CB/D.A Press

Talento de família

O professor de química Gilver Ferreira de Oliveira, 43 anos, foi influenciado pela irmã mais velha, que é docente de biologia, para ingressar na profissão. “Eu gosto muito da educação, me preocupo muito em orientar o aluno, ser próximo a ele, mostrar a questão de o que ele quer ser quando crescer”, conta.

Mestre em química pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sempre gostou de matemática e dá aulas há 23 anos. Começou trabalhando em uma escola pública em Brazlândia, depois parou para melhorar a formação, porém não conseguiu ficar longe das salas. “Continuei dando aula em cursos e escolas particulares”, lembra.

Atualmente, o educador trabalha na regional de ensino em Brazlândia e é idealizador e coordenador do projeto Conecte Enem, que está na sua primeira edição e é um preparatório para a avaliação. “Conseguimos atender cerca de 90 alunos e estamos planejando para o PAS (Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília) também”, comenta.

 

Ensinando desde cedo
Daniella Motta, 29 anos, sempre gostou de ensinar, começou a dar aulas voluntariamente aos 12 anos em um centro espírita, no qual atua até hoje. “É muito bom ver o brilho no olhar da criança de quem entendeu a matéria”, conta.

Ela, que está no penúltimo semestre de pedagogia na Universidade Católica de Brasília (UCB), também trabalhou com aulas particulares e de inglês em um cursinho.

Há 4 anos, Daniela participou da formação do Círculo de Matemática com o objetivo de ensinar de forma lúdica a matemática para as crianças. O método desenvolvido pelos casal de professores Bob e Ellen Kaplan, da Universidade de Harvard. Depois de terminar o curso, ela começou a lecionar matemática na Escola Classe 02, no Riacho Fundo 2, para o 2° anos do ensino fundamental.

“Nas minhas aulas as criança têm o espaço delas, participando ativamente. Inclusive, se a aula está chata, elas dizem e eu procuro melhorar para agradá-las”, afirma.

A estudante conta que é apaixonada pela profissão, e que vê nela uma ferramenta que pode mudar o mundo. “Eu não me vejo fazendo outra coisa a não ser dar aula, você recebe abraços, beijos e muito carinho. Cada criança tem um potencial e nós professores temos o papel de ajudá-las, pois com a educação as pessoas vão longe”, acrescenta.
 

Gabriela Studart/Esp. CB/D.A Press

Professora “boas vibrações”
Caroline Kochenborger Rodrigues, 39 anos, é um dessas raras pessoas que fazem o que amam, que no caso, é ajudar crianças e adolescentes a ampliar a visão sobre o mundo e serem mais críticos. Ela dá aulas de filosofia no  Colégio Militar Dom Pedro II confessa que não há uma segunda opção para a vida.

O diferencial que faz a  professora natural de Ibirubá-RS ser tão popular entre as turmas é a positividade que ela irradia. “Eu já chego super feliz, entro na minha aula e já vou falando para os alunos que aquela é a melhor aula de todas. Não me recordo de ter deixado um problema pessoal interferir. Eu me realizo demais nas classes e chego a me arrepiar com as aulas que dou”, revela entre risos.

Caroline veio para o Distrito Federal aos 18 anos e logo iniciou o curso de filosofia no Centro de Educação Superior de Brasília (Cesb). Ela lembra que não conseguia entender determinados assuntos e tinha vergonha de perguntar. “Hoje temos uma geração de alunos bem agitados. Tento deixar o conteúdo mais claro possível e mais acessível, pois lembro da minha dificuldade em aprender. Para tanto, uso exemplos que encontro no ambiente escolar. As vezes colocava a lixeira em cima da mesa para discutir assuntos relacionados ao “belo”. Mudo o tom de voz, bato palma, dou apelido aos meninos e meninas... Tem determinadas formas de ensinar que os alunos nunca esquecem”, ressalta.

Mas não é só brincadeira. “Quando tem que dar bronca, dou mesmo. Porém, tento mostrar que sempre quero o melhor para eles”, ressalva. Caroline está há 11 anos no colégio e conta que o equilíbrio que encontrou entre rigidez e simpatia deve-se à prática. A sinceridade é um ponto fundamental na relação com os discentes. Para isso, ela não hesita em chamar os estudantes e perguntar o que está acontecendo quando estão distraídos durante as explicações.

Para a professora, a principal contrapartida é o aprendizado e o reconhecimento por parte dos estudantes.  Ela já recebeu uma carta gigante em forma de rolo escrita por uma turma inteira. “Guardo todas as cartas, CDs e presentes  que recebo. Mas o simples olhar dos alunos também é um agradecimento”, diz.

Quem tem aula com a Caroline, reconhece o talento dela para lecionar. A estudante do 8º ano, Ana Clara Gonçalves, 13,  gosta da didática e do jeito da professora. “Ela se preocupa com o aluno e explica a matéria bem. Não é só aula teórica, faz brincadeiras de um jeito que ajuda a entender o assunto e  sempre encontra algo positivo em meio a temas aparentemente chatos e ruins. Assim, os assuntos ficam  interessante com debates e todo mundo participa”, conta.

A estudante do 9º ano, Gláucia Andrade, 14, diz que recorria à professora de filosofia quando tinha dúvidas até mesmo em outras disciplinas. “É uma amiga, me ajuda em todos os momentos. Quando não entendemos a matéria, ela faz com que o conteúdo entre na cabeça com dinâmicas e com jeito espontâneo e extrovertido”.

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