Especialistas defendem mudanças na formação de professores

Tema foi discutido em seminário internacional promovido pela Comissão de Educação e pela frente parlamentar ligada ao setor

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postado em 06/12/2016 21:53

Alternativas para melhorar a formação de professores e tornar a carreira mais atrativa foram discutidas em seminário internacional sobre o tema promovido, nesta terça-feira (6), na Câmara dos Deputados.

 

O presidente da Frente Parlamentar da Educação, deputado Alex Canziani (PTB-PR), lamentou os resultados deste ano do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que mostram uma queda de pontuação nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática. Conforme os dados divulgados hoje, o Brasil também caiu no ranking mundial e ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática. A prova é coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e foi aplicada em 70 países.

 

Para Canziani, os resultados mostram a necessidade de mudanças, principalmente na formação dos professores. “Quando a gente pega o curso de pedagogia, que está entre os menos concorridos, sem dúvida alguma a falta de atratividade da carreira e o baixo salário têm um papel importante nisso”, afirmou. “Precisamos estar em alerta para o tipo de profissional que devemos ter para vencermos os desafios do século XXI."

 

Prática Secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares da Silva, informou que o MEC está atento às universidades particulares, responsáveis pela formação de mais de 80% dos professores do País.

 

"Há, muitas vezes, uma distância muito grande entre o que o professor aprende na faculdade e o que ele vai realmente poder usar na sala de aula. A gente precisa trazer a prática para a formação do docente, que isso seja um norte”, apontou.

 

Jovens
Presidente do Conselho Nacional de Educação, Eduardo Deschamps destacou a importância de atrair a atenção dos jovens para vida docente. “É necessário criar uma espécie de carreira inicial, fazer com que o estudante se sinta desde o ensino médio interessado em dar aula”, sugeriu.

 

Deschamps também citou a grande evasão nos cursos de licenciatura como entrave a ser vencido. “Não dá mais para imaginar que um simples concurso de ingresso na carreira ou no quadro docente das secretarias estaduais e municipais seja suficiente para a gente poder suprir o mercado. Teremos de criar mecanismos novos, de valorização desse profissional”, argumentou.

 

Didática
Presidente-executiva do Movimento "Todos pela Educação", Priscila Cruz propôs que a reforma do ensino médio inclua, entre as áreas temáticas que serão oferecidas aos alunos, a formação em educação como meio de incentivar o interesse dos jovens pelos cursos de licenciatura.

 

Ela ressaltou ainda que faltam especialistas em didática no Brasil e pediu mais incentivos a pesquisas, especialmente na área de alfabetização.

 

Agência Câmara