Escola sem Partido impede "lavagem cerebral", diz professor

Para ele, dizer que Igreja Católica se opôs à Ciência é "falácia esquerdista"

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postado em 14/02/2017 19:25 / atualizado em 14/02/2017 19:34

O professor Rodrigo Jungmann, da Universidade Federal de Pernambuco, acredita que o projeto escola sem partido é contra a doutrinação ou contra a "lavagem cerebral". "De qualquer tipo, de esquerda ou direita, entretanto, atinge mais a esquerda que dominou todas as esferas ideológicas no Brasil". Jungmann é mestre em Letras pela UFPE e Doutor em Filosofia pela Universidade da Califórnia.

 

O projeto, segundo ele, não traz novidades, mas apresenta deveres para os professores, já previstos na Constituição Federal. O professor avalia que a proposta coloca as questões com mais nitidez. Ele criticou o argumento de que a neutralidade é impossível. "Sou professor e ensino teorias diametralmente opostas da mesma forma. Não levo minhas opiniões políticas para sala de aula", afirmou.

 

Ele também defendeu que a proposta estimula o censo crítico ao determinar que o professor apresente diferentes perspectivas sobre os assuntos. "Há matérias controversas sobre as quais as pessoas têm opiniões distintas. Quando se trata de fatos, entretanto, não cabe falar em distintas visões", afirmou. Ele citou exemplos do que considera "falácias esquerdistas", como ensinar que a Igreja Católica se opôs à Ciência ou afirmar que os opositores à ditadura militar no Brasil defendiam causa nobre.

Ele participa de audiência publica da Comissão Especial que analisa o Projeto de Lei 7180/14, que trata da escola sem partido.

 

O presidente da Comissão, deputado Marcos Rogério, disse que o desafio do colegiado é chegar a um texto mais adequado à educação, "desprovido de ideologias e fruto de ampla colaboração".

 

A audiência continua no plenário 10.

 

Agância Câmara