Professores do DF farão ato pela educação durante paralisação

A manifestação será ,a partir das 9h desta sexta-feira(30), na Praça do Relógio

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postado em 29/06/2017 19:07 / atualizado em 29/06/2017 21:30

Breno Fortes/CB/D.A Press

Nesta sexta-feira (30) a greve nacional movimentará vários setores trabalhistas no Brasil, inclusive o da educação. No Distrito Federal,o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) está convocando a categoria para ato na Praça do Relógio, em Taguatinga, às 9h. A manifestação é contra as Reformas da Previdência e a trabalhista e  contra cortes nos investimentos para a educação.


Segundo Cláudio Antunes, diretor de imprensa do Sinpro-DF, a entidade não sabe precisar a adesão das escolas à greve geral, mas a expectativa é de que mais de 90% dos profissionais não devem comparecer nesta sexta-feira (30) às salas de aula .“Estamos passando por um período conturbado na política em que os direitos nas áreas sociais e os investimentos têm sido subtraídos. É importante que todo conjunto da sociedade participe, porque ela  utiliza os espaços públicos como a escola, que está sendo ameaçada com a perda de investimentos”, analisa.


A advogada do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares do DF (Sinepe), Oneide Soterio da Silva, disse que a entidade resguarda a autonomia das instituições de ensino em aderir ou não a paralisação. “O Sinepe recomenda que as escolas se atenham ao contrato firmado com os pais e o calendário de aulas seja cumprido, mas acredito que a adesão a greve será baixa”, afirma.

Ensino Superior


A orientação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior (Andes) é a adesão à greve nacional. Segundo a presidente Eblin Farage, a maioria das universidades do Brasil se mostrou a favor da paralisação. Os docentes da UnB decidiram, em assembleia, realizada em 14 de junho, aprovar a participação no movimento.

As redes de ensino particular, como o Centro de Ensino Unificado do DF (UniCeub), o Instituto de Ensino Superior de Brasília (Iesb), o Centro Universitário Euroamericano (Unieuro) e o Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) informaram que as atividades nesta sexta-feira vão ocorrer normalmente nos câmpus universitários. A Universidade Católica de Brasília (UCB) entrou em recesso no último sábado (24).

Gabriel Nagaoka, 22 anos, estudante de direito da Universidade de Brasília (UnB), pretende participar de atos nas ruas e acredita que a greve geral é um mecanismo de luta contra os retrocessos da falta de democracia no país. “A greve não é só um momento de parar, mas um exercício de democracia. A juventude é protagonista de mudança, esperança e da criação do povo”, avalia. “É importante que a comunidade acadêmica incorpore a greve para lutar contra os retrocessos causados pelas reformas, 'Diretas Já' e mais democracia em meio ao caos político e fragilizado que vivemos”, enfatiza.

 

 

* Estagiária sob supervisão de Ana Sá