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Nos trilhos da saúde

Conhecer o SUS e a Lei Orgânica do DF pode ajudar o candidato a conquistar uma das 816 vagas da rede pública, em 22 especialidades médicas

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postado em 10/09/2012 11:15 / atualizado em 10/09/2012 11:17

Na tentativa de completar o quadro de profissionais da rede pública de saúde do Distrito Federal, a Secretaria de Saúde oferece 816 vagas em 22 especialidades médicas, a serem preenchidas por meio de concurso público. Para ser aprovado, o candidato terá de acertar 40% das questões da prova objetiva — que inclui conhecimentos de língua portuguesa, noções de direito administrativo, domínio da Lei Orgânica do Distrito Federal e do funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) —, e 60% nas questões discursivas, que vão exigir conhecimentos específicos a respeito do cargo que o candidato irá exercer.

Prestes a concluir a graduação na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), Silvia Caixeta de Andrade, 24 anos, estuda para ser aprovada na residência e no certame, que ocorre em outubro. “Optei pelo concurso pois é uma ótima oportunidade para quem está se formando, que é o meu caso. Se aprovada nas duas seleções, vai ser fácil conciliar, pois a residência exige 60 horas semanais e o trabalho na rede pública, 20”, explica.

Além da carga horária baixa, o salário, de R$ 3.942,22, foi outro fator que influenciou na decisão de Silvia. “É uma remuneração ótima para o início de carreira. Fui aprovada para a rede pública de saúde de Goiânia e lá o salário era de pouco mais de R$ 2 mil”, conta a estudante, que concorrerá a uma das 206 vagas destinadas a clínica médica no Distrito Federal.

Para conseguir ser aprovada, a candidata aproveita o estudo das matérias que são cobradas na prova de residência, todas semelhantes às do concurso público. “Tenho me dedicado mais  às questões de português, que é uma matéria pouco vista durante a faculdade. Em relação às outras, já estou habituada”, revela.

A prova de língua portuguesa poderá exigir interpretação de textos e entendimento das regras gramaticais. O professor de português do Instituto Processus, Rafael Soares, lembra que o candidato deve priorizar a compreensão de textos durante os estudos. “Casos de pontuação proibitiva e os motivos de cada sinal de pontuação, os casos especiais de concordância nominal e verbal e o uso de crase também precisam ser vistos”, explica. Fazer exercícios de concursos anteriores é outra dica que pode facilitar na resolução das questões. “Aconselho tentar resolvê-las e corrigi-las buscando os motivos do erro ou do acerto de cada item, ou seja, fazer um trabalho de pesquisa apoiado nas gramáticas”, destaca o professor.

O SUS será tema de uma das provas objetivas. Durante o estudo do conteúdo, será necessário relembrar os antecedentes históricos da saúde no Brasil; a Reforma Sanitária Brasileira; e a criação do sistema — que consta da Constituição Federal de 1988, das leis 8.080/90 e 8.142/90, e das Normas Operacionais do SUS.

O que deve cair
Devem cair na prova, também, conteúdos mais recentes, como a Política de Promoção da Saúde e a Política de Atenção Básica. Sobre esses temas, o professor do Vestconcursos Alexandre Freitas explica que a primeira busca colocar em prática os princípios do SUS no cotidiano dos serviços, produzindo mudanças nos modos de gerir e cuidar do sistema. Já a segunda define a organização da atenção primária em todo o Brasil, destacando como fator fundamental a estratégia de saúde da família.


Alexandre diz ainda que é importante que o futuro médico tenha conhecimento sobre o assunto para colaborar com o melhoramento do sistema. “O SUS está em processo de consolidação em todo o Brasil, com grandes avanços já conquistados. Porém, um grande desafio ainda é alcançar a integridade da atenção à saúde. Portanto, os profissionais de saúde devem compreender o funcionamento legal e normativo do sistema para que consigam ser colaboradores de sua implantação, na prática”, argumenta.


Ter conhecimento sobre a Lei Orgânica do Distrito Federal pode garantir bons resultados para quem irá prestar o concurso. Segundo o professor do Pró-Cursos Roger Aguiar o candidato deve entender que ela funciona como uma constituição estadual. “Embora não seja um estado, o DF tem uma lei própria, como todas as outras unidades da federação. É preciso tomar cuidado pois, por ser um distrito, ele possui características bem peculiares, que precisam ser estudadas com atenção”, frisa.

O que diz o edital
Secretaria de Saúde

do Distrito Federal
» Cargo: médico
» Vagas: 816
» Salário: R$ 3.949,22
» Inscrições: até 17 de setembro
» Taxa: R$ 40
» Provas: 21 de outubro (data provável)
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