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UFMG cancela sistema de bônus e adota a Lei de Cotas no próximo vestibular

Reserva será de 12,5%; número representa 862 das 6.670 vagas ofertadas

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postado em 17/10/2012 19:52 / atualizado em 17/10/2012 19:57

Estado de Minas

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) anunciou nesta quarta-feira que adotará já no Vestibular 2013 a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), aprovada pelo governo federal em agosto. Com isso, neste primeiro ano, 12,5% das vagas ficam reservadas para alunos de escolas públicas, de famílias com baixa renda, negros, pardos e índios. Além disso, o Programa de Bônus, que faz parte da política inclusiva da instituição desde 2009, também deixa deixa de ser usado. De acordo com o reitor da UFMG, Clélio Campolina, não haverá abertura de novas inscrições nem mudança nas datas das provas. Uma reunião do Conselho Universitário na próxima terça-feira, dia 23 de outubro, vai discutir as mudanças e readequações no edital do processo seletivo. Para Campolina, a Lei das Cotas é importante para resgatar a dívida social, mas a mudança deve começar no ensino básico. "Sou a favor das cotas como medida temporária para resgatar um pouco a dívida social, mas acho que uma solução definitiva passa por uma profunda reestruturação da escola fundamental e média", afirma. A universidade vai aumentar gradualmente, nos próximos quatro anos, as vagas reservadas até atingir o percentual de 50%, determinado pela Lei das Cotas. Lei de Cotas divide alunos Alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) beneficiados com o sistema de bônus no vestibular têm opiniões diferentes sobre a Lei das Cotas, que prevê a reserva até 2016 de 50% das vagas em instituições federais de ensino para alunos de escolas públicas e de famílias baixa renda, negros, pardos e índios. Estudante de sistema de informação, Diogo Marques Santana acredita que limitar vagas é sinal de que o governo está tentando cobrir uma falha na educação, buscando algo aparente que não vai resolver o problema. "Acredito que o governo esteja tentando uma solução paliativa, que não vai resolver o problema, que é mais complexo. Ele deveria mesmo é investir no ensino básico. Acho que a universidade pública deveria ficar mesmo para aqueles que não têm condições de pagar o ensino." Já Lucas Sangi, estudante de jornalismo, considera a medida drástica, porém necessária. "Quem vem de escola particular vai alegar que 50% é muito, mas, como vim de escola pública e sei como é o estado do ensino lá, acredito que esse percentual seja necessário para que muitos consigam ingressar em uma universidade. Mas continuo acreditando que o governo tem mais é que investir nas escolas públicas, pois o ensino deve ser igual para todos, não importando se particular ou público", salienta. Leia mais. Orientações aos candidatos Os candidatos já inscritos no Vestibular 2013 serão orientados por email para que possam fazer a opção pelo sistema de cotas e para providenciar a documentação específica com a finalidade de distribuição nas vagas reservadas para as cotas, de acordo com seu perfil étnico e sócio-econômico. As normas estabelecidas pela Lei de Cotas também não afetarão o processo seletivo do Colégio Técnico (Coltec) e Teatro Universitário (TU). Apenas algumas adequações no edital serão efetuadas, de modo a adaptá-lo às novas determinações da legislação. Os candidatos a esses cursos também receberão informações por e-mail. O Vestibular Indígena, em seu quarto ano de implementação, também não sofrerá alterações. São 12 vagas reservadas em seis cursos e as inscrições estarão abertas até 22 de outubro. *Com informações da UFMG
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