Desafios do setor de petróleo e gás

Candidatos que dominarem a legislação ambiental terão mais chances de conseguir uma das 152 vagas oferecidas pela ANP

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postado em 29/10/2012 09:33 / atualizado em 29/10/2012 09:35

Gustavo Moreno
Com oportunidades para diversas áreas de formação, o novo concurso público da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustíveis (ANP) oferecerá 152 chances para diversas áreas de formação em nível superior, 10 delas em Brasília. As vagas são divididas entre os cargos de analista administrativo — para qualquer área de formação — e especialistas — que exigem formação em cursos específicos.

Além das provas objetivas, discursivas e avaliação de títulos, aqueles que concorrerem para os cargos de especialistas serão convocados para a segunda etapa do curso de formação, que será feita no Rio de Janeiro. Na primeira fase, os candidatos precisarão ter conhecimentos básicos em oito conteúdos e domínio sobre temas específicos da área em que são formados. Mesmo com a exigência de títulos, que pode somar, no máximo, 10 pontos, as provas objetivas e discursivas serão fundamentais para a aprovação, já que as duas totalizam 150 pontos.

Por se tratar de uma agência que regula as atividades que integram a indústria do petróleo e gás natural e a dos biocombustíveis no Brasil, o concurso exigirá noções de legislação ambiental. Embora o assunto seja tratado no artigo 225 da Constituição, a professora Janaina Juliana, do Ifar, ressalta que os candidatos precisam estar atentos a outras questões ambientais que permeiam a Carta Magna. “Sugiro que sejam estudados também o artigo 23, que tem por objetivo garantir maior proteção ao meio ambiente, o artigo 231, sobre a exploração em terra indígenas, assim como a Política Nacional de Meio Ambiente e os instrumentos necessários para executá-la”, explica.

Entender as exigências para se obter o licenciamento ambiental é outro ponto fundamental para a realização das provas. É preciso conhecer o impacto relativo ao empreendimento e às atividades relacionadas ao petróleo. Janaina lembra ainda que o Código Florestal, sancionado este ano pela presidente Dilma Rousseff, não foi cobrado pelo edital, pois as indústrias do petróleo não foram impactadas pelo texto.

Outro requisito importante para as provas objetivas é saber como funciona a agência. O conteúdo de noções de estrutura e regulação da indústria petrolífera exigirá que o futuro servidor domine o papel da ANP, quem são os principais consumidores do combustível no Brasil e no mundo. Portanto, será necessário estudar também geopolítica.

Mauro Kahn, diretor do Clube do Petróleo, que prepara engenheiros para concursos da área petrolífera, diz ser importante que o candidato tenha conhecimentos sobre a história da exploração do petróleo no Brasil, principalmente a da camada do pré-sal. Em relação às questões discursivas, ele atenta que serão apenas duas, além da redação específica. “Aconselho que o candidato faça, primeiramente, as questões objetivas para conhecer a temática da prova, isso facilitará no desenvolvimento da redação das duas dissertativas, que, certamente, serão condizentes com o restante do exame”, comenta.

Preparação
Aluna do mestrado em química na Universidade de Brasília, Nancy Rodrigues da Costa, 22 anos, se animou com a divulgação do edital. “Há muito tempo espero por um concurso com vagas para a área em que me formei. É comum oportunidades para pessoas com qualquer graduação, mas quero manter o foco e seguir carreira como química”, conta a candidata, que tentará uma das seis vagas oferecidas em Brasília para especialista em regulação de petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural.

A rotina de estudos de Nancy é extensa. Entre um experimento e outro nos laboratórios da UnB, ela revisa as matérias que vê no cursinho. “Já fiz aulas específicas sobre direito administrativo, em que tinha muita dificuldade, e, agora, vou me dedicar à parte específica de petróleo. Tive uma noção durante a faculdade, mas preciso ter mais contato com esse conteúdo”, relata.

O que diz o edital
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustíveis (ANP)
Cargos: analista administrativo e especialista (diversas áreas)
Vagas: 152
Salários: R$ 9.623,20, podendo chegar a R$ 11.374 após a primeira avaliação de desempenho
Inscrições: a partir de amanhã até 19 de novembro
Taxas: R$ 80 e R$ 100
Provas: 13 de janeiro de 2013
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