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Educação

Enem atrai mais alunos do DF

Apesar de não ser uma modalidade de acesso para a Universidade de Brasília, aumenta a procura pelo exame. Dos 5,7 milhões de inscritos no país, 89.570 moram na capital

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postado em 31/10/2012 08:00 / atualizado em 30/10/2012 10:13

Mariana Raphael
Embora a Universidade de Brasília (UnB), instituição que mais oferece vagas no ensino superior do Distrito Federal, não use o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como porta de entrada tradicional em seus cursos, o número de inscritos na capital dobrou nos últimos sete anos. Desde que a avaliação passou a ser usada no Programa Universidade para Todos (Prouni), em 2005, a cidade vivência um boom de interessados no processo. Dos 5,7 milhões de inscritos em todo país, 89.570 são do Distrito Federal — há sete anos eram 42.705. Para se candidatar, não é preciso estar vinculado ao ensino médio. Do total de inscritos nacionalmente, 3,2 milhões já concluíram a etapa da educação, 1,5 concluirão este ano, 719 mil terminam após 2012 e 308 mil não concluíram nem estão cursando o ensino médio.

Para o professor da Faculdade de Educação da UnB Remi Castioni, o alto índice de procura se deve às várias funções agregadas pelo Enem. Ele ressalta que a finalidade de avaliar o ensino médio, estabelecida quando o exame foi criado, em 1998, ficou em segundo plano. A prova permite ao aluno o ingresso em diversas instituições, acesso às vagas remanescentes da UnB e também atesta a conclusão do ensino médio aos que atingirem 400 pontos, na escala que varia de 0 a 1.000. A nota vale ainda para o ProUni, programa de concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas, para o Financiamento Estudantil (Fies) e para o sistema de cotas raciais e sociais. “O Enem virou um leque de opções para os alunos.”

A avaliação abre também a possibilidade de estudantes concorrerem a diversas universidades do país sem precisarem se locomover ou fazerem outros vestibulares. A aluna do 3º ano do ensino médio Ana Louise Viriato, 17 anos, aspira uma cadeira em jornalismo na UnB e vê com esperança a oportunidade de pensar em locais diferentes para fazer o curso superior. “Dá para pensar nas vagas remanescentes, nas faculdades de outros estados e até nas faculdades particulares daqui.” Ana Louise e a colega de classe Karina Borela Mesquita, 17, mostram que não há espaço para folga no calendário de estudos. “Estamos preparadas para o Enem, mas vamos estudar até o último dia”, assegura Karina.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reforçou ontem que os preparativos para a prova, marcada recentemente por falhas, já estão prontos. Segundo ele, os principais motivos de preocupação são monitorados pelo ministério 24 horas, com ajuda das polícias Civil, Militar, Federal e do Exército. Um dos itens de alerta constante é o fornecimento de energia, devido aos apagões no Nordeste na semana passada. “Como é um feriado prolongado, nós vamos ter uma queda de consumo. Isso também ajuda, tanto no trânsito quanto na questão da oferta de energia. Até a escolha da data foi feita para ter mais tranquilidade”, frisa. “É o meu primeiro Enem e estou com uma grande expectativa de poder fazer um bom exame.”

Maioria na lei das cotas A maioria dos inscritos no Enem é parda, negra e índia. Do total, 3,1 milhões, ou 54%, estão nesses grupos, enquanto 2,4 milhões se declararam brancos e 132 mil disseram ser amarelos. Outros 107 mil não especificaram a raça. Os estudantes que se declararam negros, pardos e indígenas poderão usar a nota do exame para se beneficiar pela Lei de Cotas Sociais e Raciais, aprovada este ano. Válida para 2013, a política pública reserva no primeiro ano 12,5% das vagas de todas as universidades federais a estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas, negros, pardos, indígenas e de baixa renda. Em quatro anos, a reserva será de 50%.

Na Universidade de Brasília (UnB), as cotas estão em 32,5% das vagas oferecidas. Com a meta estabelecida pelo governo federal, a instituição agregou a legislação ao seu programa de cotas raciais, vigente desde 2004. A previsão é que a política da UnB seja revista em 2014, 10 anos após ser implantada. No DF, só foram divulgados dados de especificidade por raça no grupo de alunos que se inscreveram no Enem em busca do certificado do ensino médio — 12 mil alunos. Desses, cerca de 66% se declararam pardos, negros ou índios. Os brancos são 3,1 mil, os amarelos, 426 e outros 448 não identificaram a cor. (GC)

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Data das provas: 3 e 4 de novembro
13h (horário de Brasília)
*É indispensável a apresentação de documento de identidade com foto
Mais informações no site do Inep:
http://sistemasenem2.inep.gov.br
Divulgação dos resultados: 28 de dezembro

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