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Educação

MEC controla fiscais do Enem por segurança

Ministério garante estar ciente da preparação e acompanhamento das 400 mil pessoas que vão controlar as provas no fim de semana. Intenção é evitar falhas e improvisos

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postado em 31/10/2012 08:00 / atualizado em 31/10/2012 10:20

Grasielle Castro /Correio Braziliense

Na reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorre neste fim de semana, o Ministério da Educação (MEC) se mobiliza para checar os fiscais das provas. Apesar de o responsável pelo recrutamento ser o consórcio Cespe-Cesgranrio, a pasta quer ter o controle sobre o perfil de cada selecionado. A medida busca suprir uma falha recorrente em edições anteriores. Ano passado, por exemplo, um repórter de São Paulo que fazia a cobertura do evento foi recrutado em cima da hora para ser olheiro, sem nenhum critério ou treinamento.

Neste ano, 400 mil pessoas serão responsáveis por distribuir as provas, colher assinaturas, orientar os participantes, além de coibir a cola e o uso de equipamentos restritos. De acordo com o ministro Aloizio Mercadante, o MEC recebe com antecedência a pré-seleção para verificar o perfil profissional de cada um. “Eles são obrigados a nos informar sobre cada fiscal, quando foi selecionado e quais são os procedimentos para gente ter o cadastro detalhado deles”, detalha. O titular da pasta garante que todos os itens de preocupação, como o treinamento dos contratados e a impressão do material, estão sendo acompanhados com três níveis de checagem para garantir segurança.

O diretor-presidente da rede Grancursos, Wilson Granjeiro, destaca que este profissional é indispensável para garantir a lisura da avaliação. “Eles asseguram a transparência, a legalidade e a eficiência do Enem. O controle, a entrada e a saída, o material lacrado e aberto perante ao aluno é de responsabilidade deles. Um bom fiscal tira as dúvidas e cria um ambiente tranquilo.” Ontem, o Cespe distribuiu os crachás aos olheiros selecionados. A estudante de Audiovisual da Universidade de Brasília (UnB), Tainá Seixas, 20 anos, recebeu a confirmação de participação no sábado e, assim que foi avisada, buscou a identificação. “Chegaremos no sábado às 10h, três horas antes da prova. Provavelmente passaremos por uma preparação no dia”, supõe.

Outro contratempo passado que o ministério busca melhorar este ano é a correção da redação. Um guia de orientação aos alunos foi distribuído e, ao fim, todos terão acesso ao espelho da correção. “Realmente é um grande mudança de patamar”, considera Mercadante. Em 2011, devido a uma falha, um participante conseguiu mudar a nota de zero para 880, em uma escala de zero a mil.

O ministro garante que a logística do processo está a todo vapor. “As provas estão muito bem guardadas. Tudo que planejamos está ocorrendo dentro do previsto, com toda segurança”. Devido aos recentes apagões, Mercadante voltou a enfatizar que o órgão de controle do sistema energético tem mantido o MEC informado e pasta monitora o tempo constantemente para ver se serão necessárias medidas complementares.

Inscritos
As mulheres e os negros são maioria entre os inscritos, representam, respectivamente, 59% e 54% do total de 5,7 milhões de candidatos. O ministro destaca que os dois itens refletem a situação da população brasileira. Para ele, a condição da mulher faz parte de uma tendência mundial — acentuada no Brasil. Em relação aos negros, o ministro considera a falta de acesso a educação a origem da desigualdade no país e a Lei de Cotas Sociais e Raciais ajudam a reverter o cenário.

Recursos do petróleo
O ministro Aloizio Mercadante voltou a defender ontem a destinação total dos royalties do petróleo à educação, tanto do que está na camada pré-sal quanto na área pós-sal. Para ele, essa é a alternativa concreta para atender a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) de destinar 10% do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) ao setor. O PNE, assim como o projeto que estabelece os critérios para partilha dos royalties, tramita no Congresso Nacional.

Horário diferenciado
O Ministério Público de Rondônia recomendou ao Ministério da Educação (MEC) e ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Anísio Teixeira (Inep) que atrase a hora de aplicação das provas do Enem para os sabatistas (religiosos que guardam o sábado). A sugestão é que o exame ocorra às 20h, no horário de Brasília. A avaliação está prevista para ocorrer às 19h, que corresponde às 17h no estado, onde não há horário de verão e o fuso passou a ser de duas horas.

 

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