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Próxima etapa

Candidatos terão que rever conteúdo

Candidatos que pretendem se especializar em áreas médicas terão que rever praticamente todo o conteúdo da graduação. Cardiologia, nefrologia e epidemiologia estão entre os principais

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postado em 05/11/2012 10:53 / atualizado em 05/11/2012 10:55

Gustavo Moreno
Estudantes de medicina que estão no último ano de curso e desejam especializar-se têm 451 oportunidades de estudar em um dos 10 hospitais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e no Hospital Universitário de Brasília (HUB). O processo seletivo para a residência médica dessas unidades ocorre de forma unificada, e será feito pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). As vagas contemplam os programas de Residência Médica de Acesso Direto, Residência Médica em Especialidades com Exigência de Pré-Requisito e Residência Médica Referente aos Anos Opcionais em Áreas de Atuação.

A estudante do sexto e último ano de medicina na Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) Renata Sousa de Almeida vai prestar o concurso. A jovem de 24 anos escolheu a área de gastroenterologia como especialidade. Para tanto, deverá passar por duas residências, cada uma com duração de dois anos. Agora, ela fará prova para a primeira delas, em clínica médica, que está inserida no programa de Residência Médica de Acesso Direto. “A residência em clínica médica é uma primeira especialidade que funciona como pré-requisito para outras subespecialidades, como é o caso da gastroenterologia”, explica a médica. Outras especialidades, como ginecologia, anestesiologia e ortopedia pedem somente uma residência.

Para a seleção, Renata não faz aulas em cursos preparatórios, mas estuda de quatro a seis horas diárias. Desde a segunda metade do ano passado voltou seus estudos para a prova de forma intensa. “É necessário muito foco para estudar de maneira independente, mas me habituei a buscar o conhecimento de forma autônoma na graduação”, diz. Uma de suas prioridades nos estudos é a matéria de saúde coletiva que, apesar de ser o menor conteúdo, geralmente é o que faz a diferença, segundo a candidata. “Nas provas clínicas as pessoas têm resultados muito parecidos, e a saúde coletiva é o que deixamos para o fim para ter uma nota melhor.”

Conhecimento vasto
O diretor acadêmico do curso preparatório para residência médica SJT, Raimundo Gama, confirma que a quantidade de matérias da área de clínica médica pode ser um complicador da preparação dos médicos. Para ele, o grande segredo é saber estudar essa matéria tão extensa. “Por ser essencial, a clínica médica deve ser priorizada no tempo de estudo”, comenta. O professor recomenda foco nos principais temas dentro das especialidades médicas, que são, no mínimo, 10. É importante dar atenção especial à cardiologia, que tem como temas recorrentes hipertensão, doenças coronarianas, epidemias e arritmias cardíacas.

Outra área considerada fundamental por Gama é a nefrologia, especialidade que se ocupa das doenças do sistema urinário. “Nessa matéria é certo que haverá questões sobre infecção urinária, sindrome nefrótica e cálculos renais.” A medicina preventiva é um tópico que pode surpreender os concorrentes. “Muitos estudantes negligenciam esta matéria, mas ela faz toda a diferença na aprovação”, avalia. Ele indica o estudo dos temas relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS), à saúde da família e à epidemiologia.

De acordo com o professor, que coordena o curso preparatório há mais de 15 anos, quem quer recuperar o tempo perdido deve resolver o maior número possível de questões de provas passadas, especialmente as da banca organizadora da seleção pretendida. “Agora, não é o momento de partir para os tratados e livros teóricos, que vão trazer os conteúdos de forma extremamente detalhada e pouco pragmática”, afirma. A definição de uma rotina de estudos também é peça-chave para que o candidato consiga a aprovação, na visão de Gama. “Quem quer ter sucesso na prova e passar para a residência escolhida, no local desejado, tem que estudar diariamente, ao longo de todo o curso.” Ele chama a atenção para a grande concorrência. Para algumas dessas especialidades, a relação entre o número de candidatos por vaga chega a ser de 100 para um.

Formação
O médico Dimas Alberto Campos de Aluisio, chefe do Núcleo de Residência da Escola Superior de Ciências da Saúde da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Escs/Fepecs), lembra que os dois últimos anos do curso de medicina são muito importantes, pois é quando se faz o internato. “É o momento em que o aluno tem a oportunidade de conhecer as diversas especialidades e entrar em contato com a realidade dos hospitais”, afirma. Ele acredita que a preparação para as provas da residência não deve ser uma preocupação que interfira nesse momento de formação. “É evidente que os cursinhos preparatórios têm importância, mas eles não devem tirar o foco do aluno que está no internato”, ressalta. De acordo com ele, a melhor forma de obter sucesso é priorizar o estudo prático.

Hospitais que participam da seleção unificada
Além do HUB, as vagas contemplam os programas de 10 hospitais da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF): Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Hospital Regional de Sobradinho (HRS), Hospital Regional do Gama (HRG), Hospital Regional da Ceilândia (HRC), Hospital Regional do Paranoá (HRPa), Hospital Regional de Planaltina (HRP) e do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP).


O que diz o edital
Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) e Fundação Universidade de Brasília
Programa de Residência Médica Unificada
Vagas: 451
Taxa: R$ 150
Inscrições: desta quarta-feira (7) a 21 de novembro
Provas objetivas: na data provável de 6 de janeiro
Edital: www.cespe.unb.br/concursos/ ses_df_12_residencia_2
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