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DF mantém 4ª colocação na classificação nacional do Enem 2011

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postado em 22/11/2012 20:06 / atualizado em 22/11/2012 20:44

Carlos Vieira/CB/D.A Press
O Distrito Federal manteve a 4ª colocação no ranking nacional de escolas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011. Os colégios da capital ficaram na mesma posição no ano passado. Em primeiro lugar ficou o Rio de Janeiro, seguido por São Paulo e Minas Gerais.

Confira a classificação geral por estado


Este ano, a nota da redação foi excluída do cálculo da média por escola do Enem. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, explicou que isso foi feito para tornar a avaliação mais objetiva. Para aparecer na lista, mais de 50% dos alunos matriculados no 3º ano do ensino médio de cada escola precisavam fazer a prova. Também é preciso haver, no mínimo, 10 participantes de cada colégio.

Escola campeã

O colégio Olimpo foi o primeiro colocado entre as escolas do Distrito Federal. Os 42 alunos que participaram da prova alcançaram uma média de 675 pontos. A apenas cinco anos na capital federal, o Olimpo acumula títulos e altos níveis de aprovação em diversas competições de conhecimento e em vestibulares de todo o país. O sucesso não é fruto do acaso, o diretor de ensino do colégio, Dalton Franco, afirma que o as conquistas da instituição são alcançadas com trabalho árduo e dedicação de todos os envolvidos no processo de ensino.


“O grande trabalho da equipe de professores aliado a grandes alunos que querem realmente ser vencedores e destaques é a explicação. Além disso, a dedicação e empenho da direção pedagógica e de ensino são fundamentais”, analisa o diretor.

A estrutura fisica da escola não é a principal preocupação dos diretores que comandam o colégio. O quadro de giz ainda é a opção escolhida para as salas de aula, onde 41 professores ensinam os 923 alunos da instituição. Dezesseis dos professores são de outros estados do país: eles vêm locais como Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Piauí e Tocantins.

“A parte física da escola é importante, mas não é a principal parte de uma escola. Nós ainda não somos defensores da informática, pois achamos que isso não resolve o problema educacional do Brasil. O que resolve é muita tarefa, muita disciplina e muito professor bom”, defende Franco.

Atenção individual
As turmas são reduzidas para maior interação entre professor e aluno. Os plantões para tirar dúvidas das disciplinas ocorre durante toda a semana com os próprios professores e de segunda a sábado a escola está sempre movimentada.

De segunda a sexta, as aulas do ensino médio vão das 7h10 às 12h50. Uma vez por semana há aulas à tarde e as provas são feitas aos sábados. Além disso, laboratórios de robótica, física e química auxiliam os alunos no aprendizado. “Aqui o perfil é mesmo de conteúdo e acolhimento, independentemente da instituição. Não importa qual a seleção, a escola está preocupada com que o aluno seja aprovado nos melhores vestibulares do país”, destaca o diretor do Olimpo.

Carlos Vieira/CB/D.A Press
Gabriel Lozano, 17 anos, é estudante do 3º ano do ensino médio do Olimpo. Ele acabou de fazer as provas do Enem e garante que a escola foi ponto fundamental nos bons resultados que vem conseguindo. “Aqui, o aluno é incentivado e forçado a estudar. Os professores são integrados, dão suporte aos alunos e isso é mesmo diferencial. O clima é ótimo”, afirma. 

A notícia da boa avaliação no Enem não foi surpresa nem para os diretores, nem para os alunos. Yuri Zago, 19 anos, estuda no pré-vestibular do Olimpo e prestou o Enem pelas diversas possibilidades que o Exame possui. “O Enem é uma prova moderna e vai forçar o Brasil a mudar o método de ensino das salas de aula. A prova exige maturidade e força o aluno a pensar criticamente. Estudar aqui fez toda a diferença”, diz Yuri.

As mensalidades do 3º ano do ensino médio são de R$ 1.897 (R$ 22.764 por ano), acima do valor da mensalidade cobrada pela maioria das escolas particulares de Brasília. O custo é explicado pelo pagamento de passagens aéreas, hospedagem e transporte dos diversos professores que vêm de outros estados. Altiva Melo, 19 anos, também é pré-vestibulanda da escola. Ela defende o local de estudo e explica: “A qualidade dos professores, a carga horária, as atividades extra-classe, os simulados, tudo é positivo”.


 

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