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Educação

Investimento diferencia as escolas

Os colégios de Brasília em melhor posição no ranking do Enem são caros,mas oferecem professores qualificados, laboratórios equipados e intensa atividade extracurricular.Alguns primampor classes pequenas para acompanhar o alunomais de perto

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postado em 26/11/2012 13:28 / atualizado em 26/11/2012 13:52

Manoela Alcântara

Um ensino personalizado, com professores valorizados, além de exercícios para fixar a matéria, fazem parte da receita das escolas de Brasília que alcançaram as melhores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os 10 primeiros colocados no ranking da capital federal investem em infraestrutura, laboratórios equipados e na união da teoria com a prática. A atenção especial para a necessidade dos alunos é um dos diferenciais existentes em quase todos esses estabelecimentos de ensino. Os plantões de dúvidas, as atividades extracurriculares e as aulas de reforço são unanimidade. Há uma equipe separada só para tirar dúvidas e nivelar aqueles com alguma deficiência de ensino.

Líder do ranking há três anos, o Colégio Olimpo cobra uma mensalidade de R$ 1.897 e atribui o bom resultado ao investimento no corpo docente, à seleção de bons alunos e a uma boa direção. No local, aulas aos sábados fazem parte do currículo. No terceiro ano, o aprendizado nesse dia é pela manhã; e a tarde fica dedicada às provas e aos simulados. Também há estudo no turno contrário, uma vez por semana. “Contextualizar o conteúdo com os acontecimentos do dia a dia é uma das táticas para o aprendizado. Aliar isso à disciplina e a um cronograma rígido é uma das táticas”, conta o diretor pedagógico da instituição, Vinícius Miranda.

Com três anos nomercado, o Pódion, na Asa Norte, participou pela primeira vez do Enem e alcançou a segunda colocação. O segredo, segundo o diretor- geral da escola, Ismael Xavier, está no atendimento personalizado. “Temos poucas turmas, com 30 ou 35 alunos por sala, não mais do que isso. Assim, o professor pode dar uma atenção diferenciada ao estudante”, explica. Com o trabalho mais próximo, é possível, por exemplo, identificar as necessidades de cada um e trabalhar as deficiências. “Eles (os estudantes) têm aulas no contraturno, duas vezes por semana. Além disso, temos tutoria, simulados, programa de recuperação, grupo de estudos e outros”, detalha.

A mensalidade que garante o ensino integral no Pódion é de R$ 1.530. Não é uma das mais caras, mas o investimento se mostra alto. Mesmo assim, matricular a filha em um colégio público ou com a qualidade aquém do esperado pela família é algo fora dos planos de Wougran Galvão e Ana Lúcia Galvão, ambos com 50 anos. “Pesquisamos muito antes de escolher. Queríamos o diferencial, a qualidade, independentemente do preço”, contam. Juliana Galvão, 16 anos, aprovou a escolha dos pais. “Temos exercícios puxados para assimilar o conteúdo e fazemos testes de provas de todo o país. Fiz a prova de treineiro para o Enem e achei fácil, principalmente na área de exatas, nossa maior ênfase aqui”, disse a aluna do segundo
ano.

Estudante do Sigma, 4º colocado na pesquisa, Mariana da Cunha Britto Souza, 17 anos, acredita que o diferencial da escola são os professores. Ela se prepara para concorrer a uma vaga em arquitetura na Universidade de Brasília (UnB) e se sente preparada. “Os professores são bons e sabem lidar com os alunos. Eles incentivam os estudos e cobram na medida certa. Além disso, as provas do colégio também são bem elaboradas”, diz. O estímulo a atividades extracurriculares também
é valorizado por Mariana. “Para quem sabe aproveitar, é muito bom”, ressalta.

Polêmica

O Galois, 3º colocado no ranking, não ficou satisfeito com a classificação da escola. Este ano, a nota da redação não foi considerada para formular a média geral. Uma injustiça, de acordo com a consultora-geral do colégio, Dulcinéia Marques. “O aluno tem que sair do ensino médio como um indivíduo completo, que saiba ler, interpretar, redigir e raciocinar. Fomos os primeiros colocados na redação, e amédia geral não reflete esse resultado”, avalia. A instituição superou a média do DF em 118 pontos, mas se os padrões antigos fossem mantidos, teria assumido uma posição superior.

Também indignada está a Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF (Aspa). O presidente da entidade, Luis Claudio Megiorin, lamentou a posição dos colégios brasilienses no ranking. “Continuamos, como sempre, com poucas escolas entre as 480 que apresentam um resultado satisfatório para a sociedade”, afirma. Para ele, os pais precisam saber escolher onde matricularão os filhos. “Observamos que os colégios com filiais não são bem ranqueados. Os que estão mais bem posicionados são os menores, que primam pela qualidade do ensino e por uma turma reduzida”, analisa.

Observamos que os colégios comfiliais não são bem ranqueados.Os que estãomais bem posicionados são os menores, que primam pela qualidade do ensino e por uma turma reduzida”
Luis Claudio Megiorin, presidente da Aspa

 

 

       

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