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Debatedores questionam necessidade do exame da OAB

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postado em 05/12/2012 16:31 / atualizado em 05/12/2012 16:41

Agência Câmara

Durante a terceira audiência pública sobre o fim do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o presidente da Organização dos Acadêmicos e Bacharéis do Brasil, Reynaldo Arantes, questionou os resultados da segunda fase do último exame da entidade em Mato Grosso, no qual 15 pessoas deram as mesmas respostas e obtiveram notas diferentes.

Para ele, a prova "se tornou uma grande fonte de renda para a entidade, que, a cada exame arrecada entre R$ 20 e 25 milhões." Arantes sugeriu a manutenção da prova, só que aplicada pelo Ministério da Educação (MEC). A reunião ocorre nesta quarta-feira (5/12), no Plenário 3 da Câmara dos Deputados e discute o Projeto de Lei 2154/11, que determina o fim do Exame de Ordem.

Já o presidente da Ordem dos Bacharéis do Brasil, Willyan Johnes, afirmou que o número de provas realizadas durante o curso de direito é suficiente para atestar a competência dos futuros advogados. Ele disse ainda que o exame aplicado pela OAB não corresponde à realidade do advogado, porque exige mais dos formandos do que é necessário na prática forense.

Na opinião do dirigente, a OAB se transformou em um estado paralelo e soberano, que arrecada milhões sem prestar contas a ninguém. Ele também informou que há, atualmente, 200 mil bacharéis em direito no país, e não 5 milhões, como vem sendo divulgado por algumas instituições.
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