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Correio Braziliense

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Contrato temporário

Dominar as regras gramaticais e a Lei Orgânica do DF é pré-requisito para os candidatos a uma das 6,5 mil vagas oferecidas pela Secretaria de Educação

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postado em 10/12/2012 10:23 / atualizado em 10/12/2012 09:47

O concurso da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF), que oferece 6,5 mil vagas para o cargo de professor substituto temporário, não deve apresentar surpresas para os candidatos. Os especialistas afirmam que o tempo é suficiente para estudar os temas e conseguir um bom resultado, tendo em vista que as provas estão marcadas para 13 de janeiro e o Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) — banca que também organizou outros concursos para a área de educação do DF — não tem histórico de aplicar provas com nível de dificuldade elevado.

As oportunidades são para  atuar nas áreas da docência dos anos finais dos ensinos fundamental, médio e profissionalizante, ou na educação infantil, nos anos iniciais do ensino fundamental e no 1º segmento da educação de jovens e adultos (EJA). O certame será composto de duas fases: provas objetivas, de caráter classificatório e eliminatório, e avaliação de títulos. Na primeira fase, o conteúdo cobrado não é extenso e exigirá conhecimentos dos candidatos em pedagogia, Lei Orgânica do Distrito Federal e língua portuguesa.

No conteúdo de pedagogia, o conselho da professora do Gran Cursos Madalena Pereira é manter o foco no material sobre avaliação formativa, que diz respeito ao modelo pedagógico que a secretaria planeja executar no DF. “É interessante que o candidato esteja atento ao projeto político pedagógico Carlos Mota, que deve ser implantado a partir do próximo ano. As escolas devem construir novas diretrizes a partir dele”, afirma.

Outro ponto destacado pela professora é o currículo baseado em habilidades e competências. “Sobre esse tópico, é importante focar nas teorias do currículo, que são três: tradicional, crítica e pós-crítica. O futuro professor deve saber como esse currículo é trabalhado nas escolas”, orienta. Além dessas questões, Madalena acredita que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) deverá ser cobrada.

O candidato também vai precisar ter conhecimentos sobre a Constituição Federal para resolver as questões sobre a Lei Orgânica do Distrito Federal. O professor do curso preparatório Processus Luiz Girardi acredita que a banca vai cobrar a letra fria da lei. “O candidato tem que ler e estar preparado para recordar os detalhes da lei. O Iades costuma trocar algumas palavras no enunciado das questões para confundir quem está fazendo a prova. Por isso, é preciso estar atento aos detalhes”, explica. Um exemplo passado pelo professor diz respeito ao artigo 2º da Lei Orgânica, que é praticamente igual ao artigo 1º da Constituição. “Nesse caso, a diferença é que o DF tem autonomia e a República soberania. São esses casos que devem ser levados em conta durante os estudos”, completa.

Já na prova de conhecimentos básicos, que, de acordo com edital, exigirá domínio da língua portuguesa, os candidatos devem prestar atenção à interpretação das questões. “O Iades trabalha muito com gramática sistematizada, mas também cobra entendimento de textos. O conselho é saber interpretar todas as questões, até mesmo as de gramática”, recomenda a professora do Alub Selma Frasão. Crase, pontuação, concordância e regência verbal e nominal são comuns em provas elaboradas pela banca e não devem ficar de fora, segundo a professora. O novo acordo ortográfico, que passa a valer em janeiro de 2013, também pode ter relevância na prova.

Prazer em ensinar
Mesmo sem saber a remuneração e a carga horária de trabalho que terá de cumprir caso seja aprovada, Bruna Altoé, 29 anos, se esforça para seguir na carreira. Aprovada no concurso de 2009, que também contratou temporários, ela encerra no próximo mês as atividades que exerceu por dois anos. Apaixonada pela área, fará o novo concurso para dar aulas de educação física no ensino fundamental. “A minha esperança era de que as vagas fossem para preenchimento de cargos efetivos, já que há muito tempo não lançam edital. Mesmo assim, vou tentar. Gosto de poder ensinar e contribuir para o crescimento dos meus alunos”, conta.

Confiante, Bruna se inscreveu em um curso preparatório e, até o dia da prova, pretende acompanhar as aulas pela manhã e estudar por conta própria à tarde. “Vou fazer algumas aulas durante a noite também para me aperfeiçoar naquilo que ainda não estou segura”, relata. Bruna acredita que a prova de conhecimentos pedagógicos será determinante para o sucesso e mantém o foco na área. Ela pretende usar a experiência da aprovação no concurso de 2009 para continuar exercendo a profissão.

O que diz o edital
Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF)
Cargo: professor temporário
Vagas: 6,5 mil
Salário: fixado em razão da hora/aula de trabalho
Inscrições: começam hoje e vão até 23 de dezembro
Taxa: R$ 32
Provas: 13 de janeiro de 2013
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