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Garantir uma das 255 vagas oferecidas pela Secretaria do Tesouro Nacional vai depender do domínio de disciplinas como macro e microeconomia e economia do setor público

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postado em 14/01/2013 10:45 / atualizado em 14/01/2013 10:48

As 255 vagas do concurso da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) são chances valiosas para quem quer seguir carreira no órgão. O cargo de analista de finanças e controle, único incluído no edital, é muito importante para a secretaria. Hoje, vários secretários adjuntos que atuam lá são dessa carreira. Na seleção anterior, feita em 2008, foram oferecidas 175 oportunidades a menos. Como a entidade administra a dívida pública brasileira, conhecimentos sobre economia serão essenciais.

“Esse concurso é extremamente esperado e com excelentes condições de empregabilidade e de valorização, não só pelo elevado salário e pela estrutura da carreira em si, mas também pela importância das funções do Tesouro Nacional para a solidez da economia brasileira”, atenta o professor de economia e finanças públicas Waldery Rodrigues. O especialista destaca o salário de R$ 12.961 e a possibilidade de progressão na carreira como indícios de um concurso competitivo.

O gerente administrativo Quesede Henrique Santos, 25 anos, aproveitará a graduação em administração para se dedicar a uma das cinco áreas previstas no edital, a de desenvolvimento institucional. “Estou confiante, porque já estava me preparando desde o ano passado para outros concursos da área administrativa”, relata. Assim que soube da publicação do edital, Quesede cancelou uma viagem de carnaval e outras atividades de fim de semana para se preparar. O que preocupa o candidato é a falta de conhecimento da matéria de finanças públicas, cobrada em todas as áreas. “Ainda não estudei para a área de finanças, mas é uma das minhas prioridades”, conta. Além disso, ele dará atenção especial aos estudos de disciplinas de peso maior, como as de conhecimento específico e língua portuguesa.

Foco nos números
O estudo básico de finanças públicas também ajuda a entender a economia do setor público, matéria cobrada entre as específicas da área econômico-financeira, com peso dois. Segundo o professor Waldery, merecem ser recordados os tópicos da Lei de Responsabilidade Fiscal, as funções do governo no financiamento do setor público, os diversos conceitos de deficit público e também análise orçamentária, em que o candidato deve identificar os diferentes tipos de receita e despesa. Devem ser cobrados ainda conhecimentos da situação das finanças públicas no Brasil.

A banca examinadora, a Escola de Administração Fazendária (Esaf), costuma exigir conhecimento profundo em micro e macroeconomia nos certames relacionados à área econômica. “O aluno tem que dedicar um tempo de estudos muito grande para essas duas disciplinas, porque a Esaf geralmente capricha nas questões”, ressalta Waldery. Em microeconomia, o programa é padrão: vai da parte mais clássica da disciplina, como a teoria do consumidor e a teoria da firma, até a parte mais avançada, que inclui a teoria dos jogos e a análise sob incerteza — a forma com que os agentes econômicos tomam decisões de investimento e consumo em cenários de crise.

Para o professor de microeconomia e economia privada do Ponto dos Concursos Cesar Graf, os exercícios do certame demandarão contas extensas, que podem ser resumidas se o candidato lembrar de outras questões da banca, uma vez que a repetição é frequente. “A Esaf costuma colocar questões parecidas, principalmente para o Banco Central e o Tesouro. Por isso, o candidato tem que fazer muitos exercícios para ficar rápido.”

Argumentação
Quem for aprovado na prova objetiva será convocado por edital, em data ainda não especificada, para a fase discursiva do concurso, que contará com uma dissertação de até 60 linhas e mais três questões de, no máximo, 30 linhas. Será avaliada a capacidade argumentativa sobre determinados temas relacionados à área de conhecimento do candidato.

Economia do setor público, macro e microeconomia são assuntos previstos em edital para a prova dos candidatos à área econômico-financeira. O professor Waldery acredita ser preciso mesclar conhecimentos técnicos sobre esses assuntos. Uma comparação entre gestão de finanças públicas no Brasil e na Europa, por exemplo, seria uma forma interessante de abordar crises econômicas recentes, tópico com grandes chances de ser cobrado no certame por causa do contexto atual dos países da Zona do Euro.

A área contábil é a segunda com maior número de vagas. O professor de contabilidade do Gran Cursos Claudio Zorzo acredita que a prova de dissertação da área deverá ser sobre contabilidade avançada. “Eu apostaria no critério de avaliação dos ativos, em especial no método de equivalência patrimonial.”

Claudio recomenda que o concurseiro dê ênfase às questões de peso dois, que normalmente são as que dão vantagem no momento da classificação final. É preciso ainda planejar bem os estudos, por causa da complexidade dos conteúdos. “É importante o aluno administrar bem o tempo e não perder as oportunidades que tem em janeiro, quando muitos estão de folga, e o feriadão do carnaval, em fevereiro”, complementa o professor Waldery.

O que diz o edital

Secretaria do Tesouro Nacional (STN)

Cargo: analista de finanças e controle

Áreas: econômico-financeira (175), contábil (30), governança e gestão em tecnologia da informação (24), desenvolvimento institucional (20) e gestão em infraestrutura de tecnologia da informação (6)

Vagas:
255

Remuneração:
R$ 12.961

Inscrições:
de amanhã até 28 de janeiro

Taxa: R$ 120

Provas: 24 de março

Edital: www.esaf.fazenda.gov.br
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