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Concurso da Telebras vai exigir domínio da legislação específica da área de telecomunicações. Os profissionais aprovados participarão do Plano Nacional de Banda Larga

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postado em 21/01/2013 10:15 / atualizado em 21/01/2013 11:11


O bancário Dheivid Pereira, 23 anos, faz curso on-line para se preparar (Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press ) 
O bancário Dheivid Pereira, 23 anos, faz curso on-line para se preparar
A cobertura de internet em banda larga e com preço acessível em 4.283 municípios do Brasil é uma das metas do governo federal a serem concluídas até a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Por isso, o concurso público promovido pela Telecomunicações Brasileiras (Telebras) — empresa vinculada ao Ministério das Comunicações — vai selecionar 75 profissionais de 14 áreas para participar do processo de implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), entre outras atribuições. Também haverá formação de cadastro reserva.

O certame é organizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). A prova de conhecimentos gerais para candidatos de nível superior inclui questões de língua portuguesa, língua inglesa e licitações e contratos, além de uma análise de atualidades exclusiva para quem tenta o cargo de advogado e noções de direito constitucional e administrativo para as demais ocupações.

O candidato a qualquer uma das áreas de nível superior deve também ficar atento às questões sobre a legislação específica do setor de telecomunicações. Cairão itens sobre a Lei nº 9.472, de 1997, a chamada Lei de Telecomunicações, e sobre o regimento interno e o estatuto social da Telebras. Também serão cobrados do candidato conhecimentos sobre o regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), que define diretrizes de exploração de linhas de comunicação no Brasil.

Sem interpretação

Para provas com questões sobre legislações específicas, como a da Telebras, o professor Gustavo Mello Knoplock, autor do livro Direito administrativo Cespe — questões comentadas (Editora Campus/Elsevier, 336 páginas, R$ 75), afirma que as bancas costumam cobrar o texto das leis de forma literal. “Normalmente, essas normas não têm jurisprudência ou doutrina. O jeito é não se perder da redação da lei”, aconselha. Segundo Knoplock, é bom também ficar atento às diferenças e relações entre a Lei nº 8.987, de 1995, que fala de delegação de serviços públicos, e a Lei de Telecomunicações, que é específica para a concessão desse serviço específico.

Knoplock também lembra que, diferentemente das questões de legislação específica, que são mais literais, as provas de direito administrativo e constitucional do Cespe cobram decisões mais recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “O aluno tem de saber o que não está explícito no texto da lei, mas questões sobre as quais já há entendimento nas instâncias superiores”, diz. De acordo com o professor, os assuntos mais cobrados pela banca são improbidade administrativa, responsabilidade civil do Estado, princípios da administração pública e serviços públicos.

Como forma de se preparar para questões mais específicas, o bancário formado em biologia Dheivid Pereira, 23 anos, faz cursinho on-line e fica de olho na legislação específica sobre telecomunicações. “A introdução a esse assunto está bem tranquila e dá para estudar com facilidade”, afirma. Ele pretende fazer parte do cadastro reserva do cargo de analista superior comercial da Telebras em Brasília.

A expectativa de Dheivid, que estuda quatro horas por dia, é de que a prova siga o mesmo padrão de certames antigos, como o da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que ele prestou em setembro do ano passado. “O concurso não tem prova discursiva, o que o torna mais fácil de fazer, só que, por outro lado, mais difícil de passar”, comenta.

Novos engenheiros
Das 75 vagas, 39 serão oferecidas para graduados em engenharia de telecomunicações ou em cursos relacionados à área, sendo 10 para exercício do cargo em Brasília. O professor Gledson Pompeu, autor do livro Tecnologia da Informação (Editora Campus/Elsevier, 328 páginas, R$ 75), afirma que as provas do Cespe, tanto na área de engenharia quanto em tecnologia da informação, costumam cobrar todos os assuntos relacionados no edital: ou seja, caem os itens mais fáceis e também os mais elaborados. “Não dá para negligenciar nenhuma parte da matéria, é preciso saber pelo menos uma visão geral de cada uma”, afirma.

Segundo Pompeu, quem vai tentar alguma das vagas para engenheiro de telecomunicações deve ficar atento aos itens sobre sinalização e gerenciamento de frequências, comuns em provas do Cespe para engenheiros. Já quem tenta uma das cinco vagas de analista de TI deve prestar atenção às questões sobre redes e tentar relacioná-las com a área de telecomunicações.

O que diz o edital
Telecomunicações Brasileiras S.A (Telebras)

Cargos
Especialista em gestão de telecomunicações (nível superior) e técnico em gestão de telecomunicações (nível médio)

Ocupações para nível superior

Advogado (4) e analista superior nas seguintes áreas: auditoria (1), comercial (4), administrativa (8), estatística (apenas cadastro reserva), finanças (3), marketing (apenas cadastro reserva) e psicologia (apenas cadastro reserva), analista de TI (5), contador (3), engenheiro eletricista (4) e engenheiro de telecomunicações (39)

Ocupações para nível médio
Assistente administrativo (1) e assistente técnico (3)

Vagas
75 (29 para atuação em Brasília) e cadastro reserva

Salário-base
R$ 5.825,11 (nível superior)
R$ 2.196,22 (nível médio)

Inscrições
Até 1º de fevereiro

Taxas
R$ 90 (nível superior)
R$ 55 (nível médio)

Provas
17 de março

Edital

www.cespe.unb.br/concursos/ TELEBRAS_13
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