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ESCS vai rever as inscrições do vestibular

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postado em 01/02/2013 15:27 / atualizado em 01/02/2013 18:02

Thalita Lins

Reunião entre representantes da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) e do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) deve identificar as falhas que aconteceram no sistema de cotas do último vestibular de medicina da instituição de nível superior. Nove estudantes tiveram os nomes confirmados na concorrência especial mesmo sem apresentarem perfil para se candidatarem às vagas. O encontro será hoje à tarde.

O Correio publicou ontem o caso. Segundo a autora da denúncia, a servidora pública Elaine Oliveira, 44 anos, os nove cotistas não preenchiam um dos pré-requisitos básicos para disputar no sistema de cotas: ter cursado integralmente os ensinos fundamental e médio em escolas públicas do Distrito Federal.

Elaine também protocolou a denúncia no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) no fim da tarde de ontem. “Para mim, a responsabilidade pelo erro recai tanto no Cespe quanto na ESCS. Pode ter sido um erro que o Cespe não se atentou, e a ESCS deveria ter supervisionado as inscrições”, acredita a candidata à medicina. As provas ocorreram em 19 e 20 de janeiro.

O diretor substituto e coordenador do curso de medicina da ESCS, Paulo Roberto Silva, afirmou que uma comissão, formada por cinco integrantes da instituição, avaliará os critérios que o Cespe, entidade vinculada à Universidade de Brasília (UnB), utilizou no ato da inscrição do certame. “Todo o processo do vestibular foi realizado pelo Cespe. Foram eles que fizeram a análise documental dos candidatos. Não acompanhamos inscrição por inscrição”, informou o professor. “Por isso, agora, vamos rever todas as inscrições do sistema de cotas. Todas”, salientou. Paulo Roberto garantiu que os candidatos aprovados no vestibular pelo sistema de cotas terão de apresentar, no ato da matrícula, documentos que comprovem a formação em escolas do governo.

Edital
O Correio entrou em contato com a assessoria de Comunicação do Cespe, mas, até o fechamento desta edição, o órgão não havia retornado às ligações nem respondido ao e-mail com o pedido de entrevista. Na reportagem de ontem, o diretor-geral do Cespe, Paulo Portela, informou que, se for constatado o erro nas inscrições do concurso, os demais candidatos cotistas não serão prejudicados. “Caso haja a necessidade de exclusão ou de inclusão na lista (de cotas), vamos soltar um edital, seguindo todo o rito de um concurso.” Esse é o primeiro ano que a entidade da UnB organiza a prova da ESCS. Nos outros anos, o exame era formulado pelo Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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