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Caça aos engenheiros

Questões específicas representarão mais da metade da prova da Caixa para esses profissionais. O candidato precisa dominar normas técnicas e matérias como fundação, planejamento de obras e perícia

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postado em 25/03/2013 10:23 / atualizado em 25/03/2013 10:27

Viola Júnior
A Caixa Econômica Federal abriu concurso que vai selecionar 68 profissionais de engenharia civil, 23 só no Distrito Federal. Os candidatos devem ficar atentos à parte específica da área, que será cobrada em 40 das 60 questões de múltipla escolha da prova objetiva e em quatro questões discursivas. Diferentemente de anos anteriores, quando a seleção teve organização do Centro de Seleção de Candidatos ao Ensino Superior do Grande Rio (Cesgranrio), a banca responsável pelo certame é a Fundação Carlos Chagas.

A preparação do engenheiro civil Felipe Berquó, 24 anos, é diária. Acostumado com a rotina de concursos para profissionais da área, ele se surpreendeu com a nova oportunidade aberta pela Caixa. “Foi inesperado, eles abriram o mesmo certame no ano passado”, comenta. Para Felipe, isso revela a demanda por novos engenheiros. “Hoje, não precisamos mais fazer provas apenas de tribunais ou de outros órgãos públicos abertos a todas as graduações de nível superior se quisermos entrar na carreira pública”, afirma.

Felipe estuda por meio de provas anteriores, para revisar questões específicas de engenharia civil. “Encontro sempre itens de geotecnia, que é a área do meu mestrado. Então, tenho mais facilidade nisso”, diz. Para conciliar as atividades acadêmicas com a preparação para concursos, ele dedica quatro horas por dia a cada tipo de estudo. Além da prova específica, Felipe está atento à parte de conhecimentos gerais. “Como venho me preparando para o concurso do Ministério Público da União (MPU), tenho noções boas de disciplinas básicas, como língua portuguesa e matemática”, conta. O engenheiro fez cursos pela internet para ganhar confiança nas questões discursivas. “Vão ser quatro, então, é importante me garantir.”

A engenheira civil Juliana Ludovice, 25 anos, foi uma das aprovadas no último certame da Caixa, em abril de 2012. Ela havia acabado de se formar quando participou do concurso. “Precisei comprar um pacote de provas de engenharia para me preparar”, conta. De acordo com ela, alguns assuntos são obrigatórios na preparação de todos os candidatos. “Matérias como fundação, planejamento de obras e perícia devem aparecer, é bem difícil que não cobrem”, sugere.

Juliana alerta que quem quer ser aprovado precisa ficar atento a assuntos específicos da área que não são ensinados nas universidades. “Avaliação de imóveis, por exemplo, é uma norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que não é aprendida no curso e é bem extensa e detalhada”, afirma. Juliana acrescenta que saber os detalhes de cada norma técnica é essencial. “Eles cobram coisas mínimas, que precisam ser memorizadas. Não dá para intuir durante a prova”, comenta.

Conhecimentos gerais

Na prova de conhecimentos gerais, a Fundação Carlos Chagas cobrará quatro questões de cada uma das cinco matérias previstas no edital. Apesar de serem disciplinas comuns à maioria dos certames, o candidato deve ficar atento a assuntos específicos da engenharia em algumas delas, como a de noções de informática. “O concurso da Caixa vai incluir AutoCAD e MS-Project nessa matéria, que são programas muito utilizados por engenheiros”, afirma o professor de informática do curso preparatório IMP Marcelo Andrade. Para ele, a melhor forma de estudar softwares típicos do cotidiano da engenharia é observar quais são as teclas de atalho e as ferramentas e praticar no próprio computador. “O importante é fazer e experimentar questões antigas nos programas usados no dia a dia”, explica.

De acordo com Andrade, a Fundação Carlos Chagas tem tradição em cobrar questões mais teóricas de informática. Para o professor, a prova deve ter também itens sobre os sistemas operacionais Windows e Linux e sobre as redes internet e intranet. “É um concurso tranquilo, não vai ser tão puxado”, diz.
O especialista em raciocínio lógico Luiz Cláudio Cabral, autor do livro Raciocíno Lógico-Quantitativo (Elsevier, 456 páginas, R$ 79,90), concorda que a banca não deve dificultar muito a prova, mesmo nas áreas em que os engenheiros têm mais facilidade, como matemática. “Eles querem um candidato que tenha um discernimento lógico mínimo, para que seja aplicado na rotina de trabalho”, comenta.

Cabral recomenda que o aluno estude raciocínio matemático ou quantitativo, além de manter o foco em lógica proporcional para gabaritar as quatro questões dessa disciplina. “É comum que a fundação dê ênfase aos problemas que resultam em deduções lógicas simples”, sugere.

O que diz o edital
» Cargo: engenheiro civil
» Vagas: 68 (23 para o Distrito Federal) mais formação de cadastro de reserva
» Remuneração: R$ 8.315
» Inscrições: a partir de quinta-feira até 19 de abril
» Provas: 19 de maio
» Edital: www.concursosfcc.com.br/concursos/caixa112/edital_abertura.pdf

Outras chances
Além de abrir vagas para novos engenheiros, o mesmo concurso selecionará quatro médicos do trabalho com deficiência física, para os estados de Amazonas, Ceará, Santa Catarina e São Paulo. Outros candidatos podem se inscrever para integrar o cadastro de reserva nessas localidades. As provas e as inscrições seguem as mesmas datas do edital para engenheiro civil. A remuneração é de R$ 4.158.
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