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Noções de arquivologia e de gestão de pessoas estão entre os conteúdos essenciais aos candidatos que prestarão o concurso do Ministério da Integração para nível médio. Nos cargos de nível superior, a legislação sobre licitações e contratos será importante

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postado em 08/04/2013 11:01 / atualizado em 08/04/2013 11:02

Antonio Cunha
O Ministério da Integração Nacional abriu concurso para provimento 122 vagas, todas com lotação em Brasília. Para as 32 oportunidades de nível médio, os candidatos precisam dominar noções de arquivologia, de administração de recursos materiais e de gestão de pessoas, além da disciplina legislação e ética na administração pública, comum a todos os cargos, inclusive aos de nível superior, que oferecem 90 chances no total. Esses candidatos também terão de estudar a legislação sobre licitações e contratos, noções de informática, língua portuguesa e raciocínio lógico.

Mariana de Oliveira Galvão, 24 anos, concorrerá a uma das dez vagas para o cargo de administrador. Formada em administração de empresas em 2011, ela decidiu fazer apenas os certames destinados à carreira. “Meu foco não é o salário e, sim, as atividades, que remetem ao que realmente aprendi na faculdade”, explica. Entre os principais conhecimentos específicos que serão cobrados tanto para esse cargo quanto para o de analista técnico administrativo, estão os de administração orçamentária e financeira e orçamento público. O professor do IMP Anderson Ferreira brinca que a dica é pecar pelo excesso. “Como não há uma divisão exata por disciplina, recomenda-se o estudo de todo o conteúdo”, explica.

De acordo com o professor, a prova de 120 questões, organizada pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) poderá trazer 20 itens sobre o tema, como ocorreu no certame do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ou apenas cinco. Por isso, não dá para arriscar. “Depois de uma revisão completa dos assuntos, é bom concentrar os esforços em exercícios anteriores da banca”, recomenda.

“Há uma dificuldade natural dos alunos na parte de receita e despesa. Se a banca decidir exigir um pouco mais, pode ser rigorosa nesse ponto”, comenta Ferreira. Os candidatos também podem enfrentar dificuldade ao estudar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) — Lei Complementar nº 101, de 2000 —, porque o texto conta com 75 artigos. “Antigamente, o Cespe detalhava as partes da lei que seriam exploradas. Hoje em dia, o edital está cada vez mais generalista”, alerta o professor.

Dificuldades
Apesar das incertezas com relação ao conteúdo que será cobrado, a candidata Mariana aprova o estilo de prova do Cespe. “O desempenho do candidato varia muito em algumas provas de outras bancas, pois, muitas vezes, a interpretação é dúbia. As questões do Cespe são mais claras e beneficiam quem estuda, e não quem tenta a sorte”, opina. Durante os estudos, ela procura otimizar o tempo de leitura e de resolução de exercícios. Além disso, como mantém o foco nas matérias que mais caem em concursos da carreira administrativa, consegue se organizar melhor depois que o edital é publicado.

Licitações e contratos, por exemplo, são conteúdos básicos para qualquer concurseiro, e valem pontos preciosos para candidatos de nível superior da prova do Ministério da Integração Nacional. O professor do Gran Cursos Ivan Lucas de Souza , explica que dispensa, inexibilidade e modalidades de licitação — incluindo o pregão —, são conceitos que estão sempre presentes nesse tipo de seleção.

Além disso, é necessário dominar as características do contrato administrativo, principalmente a parte de rescisão de contratos. Essas normas estão presentes na Lei nº 8.666, de 1993. O candidato também precisa pesquisar as principais jurisprudências acerca do tema. “O Cespe traz essa interação entre o texto da lei e o entendimento do STJ (Superior Tribunal de Justiça), corte que dá a palavra final para questões da legislação infraconstitucional”, destaca o professor.

Souza recomenda a leitura de um livro atualizado sobre o assunto, que traga questões jurisprudenciais e resolução de exercícios recentes. “O ideal é fazer as provas de 2008 para cá e tomar muito cuidado com as alterações mais recentes da lei, inseridas nos últimos quatro anos”, explica. No site www.planalto.gov.br é possível conferir as últimas alterações da lei. Declaração de idoneidade, segundo ele, é um tema clássico na abordagem da jurisprudência.

Para quem tentará uma das vagas de nível médio, no cargo de assistente técnico administrativo, é importante estudar noções de arquivologia, de administração de recursos materiais e de gestão de pessoas. O professor da disciplina no Alub Alessandro de Sá Araújo recomenda que o aluno desconfie de toda afirmação inflexível na prova de gestão de pessoas. Advérbios como sempre, somente, jamais, necessariamente e exclusivamente são mais presentes nas afirmativas falsas. “Por outro lado, itens com palavras que dão o sentido de amplitude farão com que 90% dos itens sejam verdadeiros”, atenta Alessandro, que também é professor de ética, uma das disciplinas cobradas para todos os cargos.

O especialista recomenda atenção para as diferenças entre lei, ética e moral, já que os conhecimentos serão testados por meio de situações hipotéticas. “‘É facultado ao servidor público seguir o código de ética.’ Para a banca, esse item está correto, pois quem pode obrigar é a lei. A ética está apenas em uma regra, um regimento, um estatuto. O candidato deve ficar alerta com esse trocadilho proposital”, exemplifica.

Prova discursiva
Apenas os melhores colocados terão as provas discursivas corrigidas na seleção para os cargos de nível superior. Por isso, o professor do IMP Anderson Ferreira reforça a necessidade de se estudar todo o conteúdo e garantir uma boa redação. “Há a possibilidade de que a banca não explore conteúdos mais recentemente cobrados, por uma questão de previsibilidade”, afirma.

Monitoramento e avaliação de PPA, da disciplina de administração financeira e orçamentária, por exemplo, foi um dos assuntos cobrados na questão discursiva do último concurso do CNJ. O professor sugere que os candidatos consultem provas recentes, como a do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª região, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O que diz o edital
Ministério da Integração Nacional

Cargos:
Nível Superior
» Analista técnico administrativo
» Engenheiro (engenharia agronômica)
» Engenheiro (engenharia civil)
» Administrador
Nível Médio
» Assistente técnico administrativo
Vagas: 122
Remunerações: de R$ 2.570,02 a
R$ 5.081,18
Inscrições: até 17 de abril
Taxas: R$ 45, R$ 70 e R$ 90
Edital: www.cespe.unb.br/concursos/MI_13
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