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Concursos

Mais de 28 mil vagas abertas

Em todo o país, há oportunidades para quem sonha com a estabilidade do emprego público. Salários podem chegar a R$ 21,7 mil. Inscrições para a prova do Ministério Público da União, alvo de muitos concurseiros, terminam amanhã

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postado em 08/04/2013 19:00 / atualizado em 08/04/2013 12:35

Vera Batista

Para alegria dos que buscam o conforto da estabilidade no emprego, 2013 começou repleto de boas chances. Existem 28.723 vagas abertas em concursos públicos efetivos e cadastros de reserva em todo o país, com salários e níveis de escolaridade variados. As remunerações vão de R$ 560,48, no certame da Prefeitura de Poços de Caldas (MG) para candidatos com ensino fundamental incompleto, a R$ 21,7 mil, na seleção para juiz do trabalho de São Paulo. A maioria das inscrições termina neste mês.

O concurso da vez é o do Ministério Público da União, com 147 vagas de níveis médio e superior abertas, além de cadastro de reserva, e salários de R$ 4.575,16 e R$ 7.506,55. As inscrições para esse certame, cuja aprovação é o sonho da maioria, seguem até amanhã, com taxas de R$ 55 e R$ 70. “Tem muita gente se preparando para o MPU, de todas as idades e de todas as regiões do país”, afirma a coordenadora do Tempo de Concurso, Tais Lira.

Dedicação e perseverança são fundamentais para quem almeja cargo público. A preparação começa antes mesmo do lançamento de editais. Causou alvoroço a autorização recente do governo para criação de 515 vagas para o Banco Central, com salários de R$ 4.917 a R$ 14.970. “Muita gente já estava de olho no BC”, conta a coordenadora do IMP Cursos, Ranil Aguiar. Outro certame já lançado que virou atração entre os concurseiros é o da Polícia Civil de Brasília, com previsão de 300 vagas imediatas e remuneração inicial de R$ 7,5 mil. Também aparecem na mira dos candidatos o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), mesmo sem perspectiva de edital.

Especialistas recomendam que os iniciantes precisam, no primeiro momento, focar o aprendizado em disciplinas básicas e comuns à maioria das seleções, como direito constitucional, direito administrativo, língua portuguesa, raciocínio lógico e informática. Só depois, orientam os professores, devem mergulhar em conteúdos específicos. “Estar pronto requer um tempo de estudo de cerca de nove meses e investimento aproximado de R$ 7 mil”, calcula Ranil. Para ela, na hora de escolher um cursinho preparatório, o importante é não avaliar somente o preço, mas, sim, “a qualidade dos cursos e o respeito ao aluno”.

Interesse

O fato de não ficar à mercê de oscilações no mercado de trabalho, sobretudo em tempos de crise econômica, mantém em alta o interesse pela administração pública. Limitações impostas pela entrada em vigor da Fundação de Previdência dos Servidores Públicos (Funpresp), em fevereiro deste ano, causaram controvérsias entre os concursados, mas não tiraram o ânimo dos prováveis futuros colegas. Pelo novo sistema, os servidores públicos passarão a se aposentar com o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou seja, R$ 4.159. Se quiserem manter o salário da ativa, terão de participar do Funpresp e desembolsar mais ao longo da carreira.

No entender do professor José Wilson Granjeiro, presidente do Gran Cursos, não há motivo para preocupação, uma vez que as demais regras que sempre beneficiaram o servidor público permaneceram inalteradas. A diferença, pondera, é que o concurseiro precisará estudar muito bem a Lei nº 12.618, de 30 de abril de 2012, que criou a Funpresp. Para Granjeiro, a legislação “é curta e grossa, com apenas 22 artigos, e cabe muito bem em qualquer canto da memória”. “Estudem, decorem, tenham cada artigo na ponta da língua. Se souberem as respostas, serão beneficiários da Funpresp”, defende.


Dedicação on-line
A instituição dedica-se exclusivamente a cursos on-line, que aproveita o avanço da tecnologia para ajudar principalmente os mais velhos a passarem em concursos. “Eles optam por essa modalidade, porque geralmente têm pouco tempo para estudar e horários oscilantes. Como podem assistir a cada videoaula até três vezes seguidas e recuperar o material de períodos anteriores, eles se sentem confortáveis e resolvem superar o medo”, comenta a coordenadora, Tais Lira.

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