SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Adesão do Enem divide opiniões

Para especialista, concorrência vai continuar intensa e o nível alto, sem grandes perdas para os candidatos e para a universidade

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 15/04/2013 13:26 / atualizado em 15/04/2013 13:28

Gabriella Furquim

O anúncio de que um quarto das vagas da Universidade de Brasília (UnB) será destinada aos alunos selecionados por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) levanta diversas questões entre estudantes e professores. Afinal, vai ficar mais fácil ou mais difícil entrar na instituição de ensino superior mais disputada do Distrito Federal? O nível intelectual dos alunos da UnB vai cair? Enquanto alguns comemoram a adesão, acreditando que a prova com conteúdo mais ameno e exigências mais baixas do que o tradicional vestibular da UnB vai facilitar o ingresso na instituição, outros acham que conquistar uma vaga nas carreiras mais procuradas será ainda mais difícil, pois estudantes de todo o país poderão participar da disputa.

Para especialistas ouvidos pelo Correio, a concorrência vai continuar intensa e o nível alto, sem grandes perdas para os candidatos e para a universidade. Diretor do programa de mestrado e doutorado em Educação da Universidade Católica de Brasília, Afonso Celso Danus Galvão, diz que está acompanhando as discussões. “Tenho ouvido muitas críticas. E as principais são: maior dificuldade de ingressar na UnB e queda do nível dos alunos da instituição. Discordo das duas. Apesar da prova do Enem ser mais fácil, mais alunos vão participar e a disputa vai ser grande. No fim, acho que nem o nível, nem a dificuldade vão cair”, afirma.

Leia mais notícias em Cidades

O professor da Faculdade de Educação da UnB Remi Castioni diz ser necessário afastar a ideia de que aderir ao Enem é facilitar o ingresso dos estudantes e diminuir a qualidade da universidade. “É um exame como qualquer outro. Não vejo queda de qualidade ou facilitação nesse exame. O que ele cobra são conteúdos de ensino médio com parâmetros do Conselho Nacional de Educação. Aonde a concorrência é baixa, vai continuar sendo baixa”, aponta
Tags:

publicidade

publicidade