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Cespe, enfim, divulga resultado

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postado em 26/04/2013 19:00 / atualizado em 26/04/2013 11:54

Larissa Domingues

Os mais de 87 mil candidatos inscritos no concurso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), com oferta de 110 vagas de níveis médio e superior, podem respirar aliviados. Após vários atrasos, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) divulgou o resultado final das provas objetivas e a classificação provisória das avaliações discursivas da seleção. A lista de aprovados estava prevista para sair na última quarta-feira. De acordo com a banca organizadora, a demora foi motivada pela demanda judicial por parte de alguns candidatos.

O edital de abertura previa que os resultados deveriam ser liberados em 17 de abril. A banca adiou a publicação para o dia 24 e, mais uma vez, a promessa não foi cumprida. O Correio recebeu dezenas de reclamações dos participantes. Valéria Muñoz, 25 anos, se inscreveu para os postos de técnico e analista judiciário, e aguardou ansiosa por um posicionamento dos organizadores. “A gente se sente desrespeitado, até porque paguei um valor muito caro pelas inscrições, quase R$ 150 para os dois cargos”, contou. “No dia 17, eles liberaram um comunicado logo pela manhã informando o adiamento da divulgação do resultado. Mas anteontem ficamos na expectativa e não houve manifestação, complementou.

Wellington Alves, de 23 anos, também passou pela mesma agonia. Após ter estudado sete meses para o concurso, ficou ansioso para saber de seu desempenho. Ele afirmou ter passado praticamente toda a quarta-feira de olho no site do Cespe. “Ligamos lá cobrando e nos disseram que o resultado sairia até as 14h do dia 24. No segundo telefonema nos informaram que sairia até as 19h. Depois falaram que seria as 21h. É uma falta de respeito”, desabafou.

Para Max Kolbe, advogado e professor de direito constitucional, a falta de uma lei nacional sobre o assunto faz com que os candidatos fiquem reféns das organizadoras. “O TJDFT é um tribunal regido por uma legislação federal, vinculado à União. O problema é que em âmbito federal não existe lei que regule concursos públicos, apenas um decreto que normatiza as seleções do Poder Executivo. Se a disputa fosse no Distrito Federal, as coisas seriam diferentes”, alegou. O especialista afirmou que em casos como o do Cespe há o que fazer. “Atrasar uma ou duas semanas está dentro da aceitabilidade”, disse.
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