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Trabalho

Concurso da PMDF na berlinda

Candidatos procuram o Ministério Público para homologar denúncias de irregularidades durante a aplicação da prova, no domingo

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postado em 03/05/2013 18:00 / atualizado em 03/05/2013 12:34

Bárbara Nascimento

Carlos Vieira
Uma série de denúncias de irregularidades colocou em xeque a credibilidade do concurso para praças da Polícia Militar do Distrito Federal, cujos testes objetivo e discursivo foram aplicados no último domingo. Segundo os candidatos, a organização e a segurança do certame, sob responsabilidade da Fundação Universa, deixaram a desejar em diversos locais de prova. As queixas principais são de uso indiscriminado de celulares nas dependências do exame e a permissão para que algumas pessoas ficassem além do prazo previsto em edital para preencher o cartão de resposta. Insatisfeito, um grupo de inscritos protocolou ontem uma denúncia no Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT).

Há relatos, inclusive, de que algumas pessoas foram autorizadas a ingressar nas salas de provas após o sinal de início da seleção. O militar Ismael Cristino Oliveira da Silva, 23 anos, é um dos responsáveis por levar o caso até o Ministério Público. Ele fez a prova na Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas (Facitec), em Taguatinga, e espera que o processo seletivo seja anulado. “Foi uma farra. Várias pessoas me disseram que viram outras usando celular nos banheiros, avisaram os fiscais e nada foi feito”, protestou.

Entre os documentos entregues no MPDFT, estão a cópia de várias páginas de redes sociais com reclamações dos inscritos e um vídeo - feito com um celular de dentro do local de prova - que supostamente mostra um dos candidatos preenchendo o cartão após o tempo-limite. O também militar Rafael Marcos, 25, conta que uma das pessoas que fazia a seleção na mesma sala que ele, na Facitec, chegou a levantar e a se dirigir a um outro colega com o celular na mão. “A cara da fiscal de sala foi de susto, mas ela apenas mandou que ele guardasse o aparelho”, contou.

SMS
O analista de sistemas Floriano de Almeida, 30, diz que, durante a aplicação da prova na Universidade Católica de Brasília (UCB) foi possível ouvir vários tipos de sons de mensagens de texto (SMS) chegando aos aparelhos móveis. “A gente ficou livre para entregar o celular. Alguns deixaram com os fiscais e outros, não”, completou.

A Fundação Universa caracterizou como sem fundamento e “insidiosas” as denúncias “desses poucos candidatos” de uso de aparelho celular e de permissão de preenchimento dos cartões além do horário previsto, uma vez que qualquer irregularidade teria sido informada em ata. A acusação, para a organizadora, é “desleal e no mínimo inapropriada para alguém que almeja exercer o cargo de policial militar”. A banca examinadora ressaltou ainda que algumas pessoas com deficiência solicitaram o auxílio de alguém que lesse e de tempo adicional para fazer a prova, o que estava previsto no edital.

70 anos da CLT
Durante a sessão solene em comemoração aos 70 anos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Carlos Alberto Reis de Paula, destacou que são necessárias mudanças no texto. Segundo ele, além de atualizar o que é antiquado, “se deve reafirmar a proteção dos direitos básicos do trabalhador e a busca pela efetiva representatividade das entidades sindicais”. O presidente do TST também ressaltou que essa revisão deve ser feita sem afetar o núcleo de princípios do direito do trabalho. Para ele, a reforma deve alcançar os direitos fundamentais garantidos pela Constituição. Nesse sentido, De Paula lembrou a importância da presença do Estado no combate aos trabalhos infantil e escravo.
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