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Preocupação com mudanças na UnB

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postado em 09/07/2013 11:19 / atualizado em 09/07/2013 11:21

Almiro Marcos , Camila Costa

Daniel Ferreira
A extensão do curso de medicina em mais dois anos, com estágio obrigatório na rede pública, pegou de surpresa professores e mesmo a reitoria da Universidade de Brasília (UnB). A comunidade universitária recebeu bem a medida, por reforçar a mão de obra da rede pública de saúde e oferecer aos estudantes a oportunidade de conhecer de maneira mais aprofundada a realidade do SUS, mas mostrou preocupação com a forma que a mudança será feita e se a rede estará preparada para absorver os alunos.

“É uma maneira do estudante devolver parte do investimento que o governo faz na formação dele. E será formado um médico com mais treinamento e qualificação”, comenta o reitor da UnB, Ivan Camargo. Ele salienta que, como a medida é válida a partir de 2015, a universidade terá tempo de se preparar.

Ricardo de Melo Martins, médico e professor da Faculdade de Medicina da UnB, diz que ainda é preciso detalhar de que maneira funcionará o modelo. “Uma preocupação é saber se haverá estrutura para receber todos os estudantes. De que modo isso vai ocorrer?”, questiona. Entre os estudantes, a oportunidade de complementação curricular no SUS também foi bem avaliada. “É uma forma de retribuirmos o investimento recebido, além de ser uma formação diferenciada”, analisa Luciana Trindade, 23, do 4º semestre de medicina na UnB. “O salário oferecido pelo governo brasileiro seria muito bem-aceito pelos médicos espanhóis”, avalia a espanhola Aida Fernandez, estudante de medicina em intercâmbio na UnB.
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