SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Fiscais do trabalho

Raciocínio lógico e contabilidade estão entre os conteúdos essenciais para os candidatos a uma das vagas do Ministério do Trabalho. Mudança na banca organizadora exige atenção

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 15/07/2013 10:24 / atualizado em 15/07/2013 10:25

Iano Andrade
Para garantir uma das 100 vagas oferecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com salários de R$ 14.280, o candidato precisa dominar conteúdos como língua portuguesa, direitos humanos e raciocínio lógico, além de conhecimentos específicos, que incluem, entre outras áreas, as de contabilidade geral, auditoria e direito do trabalho. A novidade do certame começa na escolha da banca examinadora. Este ano, a prova será aplicada pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). As seleções anteriores foram feitas pela Escola de Administração Fazendária (Esaf).

A seleção será longa: terá quatro provas, divididas em duas etapas. Na primeira parte, serão aplicadas duas provas objetivas, com 100 itens de conhecimentos básicos — língua portuguesa, informática, direitos humanos, administração pública e geral e raciocínio lógico — e 120 itens de conhecimentos específicos, relacionados à área de atuação do auditor, como contabilidade geral, auditoria e direito do trabalho. Em 6 de outubro, está marcada a segunda etapa, com duas provas discursivas. Serão três questões em cada uma sobre temas de economia do trabalho, direitos humanos, direito constitucional e administrativo, gestão de projetos, segurança e saúde no trabalho e direito do trabalho.

A mudança de banca examinadora e as alterações no edital, que está mais extenso, não atrapalharam os estudos do bacharel em direito Ricardo Leite, 27 anos. Ele treina com questões da Esaf e explica que, agora, precisará se adaptar ao novo modelo. “Vai ser um desafio, mas eu até prefiro a maneira do Cespe de fazer avaliações, com exemplos e perguntas contextualizadas. Acho que combina com a minha maneira de estudar e com a experiência que tive no curso de direito”, conta. Ricardo aproveita todo o tempo livre para estudar, inclusive enquanto anda de ônibus, e dispensa atenção especial a alguns tópicos do edital que ainda não domina. “Direitos humanos e contabilidade geral, por exemplo, são novidades para mim e vou usar o tempo antes da prova para aprender sobre esses temas e como são cobrados.”

Revisão

Para o professor Ricardo Resende, autor do livro Direito do Trabalho — Esquematizado (Editora Método; 1.472 páginas; R$164), o edital divulgado pelo Cespe chama a atenção devido ao aumento do conteúdo cobrado na prova e afirma que isso vai demandar dos candidatos alterações nas estratégias de estudo. “Não dá tempo de aprender todas as novidades da banca, mas o que pode ser feito é priorizar certas disciplinas que vão cair nas duas etapas”, recomenda. Resende destaca que o direito do trabalho deverá ser cobrado em quantidade tanto nas questões objetivas quanto nas discursivas. “Trabalho escravo é um tema atual e novo na listagem. O candidato pode aproveitar os guias que o Ministério do Trabalho disponibiliza no próprio portal para entender o assunto. Outra dica é revisar a Emenda Constitucional 72, apelidada de ‘PEC das domésticas’ para a primeira etapa da prova”, sugere.

Outro assunto que terá destaque na prova é o de direitos humanos. O professor do cursinho Estúdio Aulas Álvaro Castelo Branco analisa que deverá ser cobrado o papel dos auditores na proteção desses direitos. “O candidato precisa ter uma base forte no assunto, saber sobre os princípios e os históricos das conquistas. Pontos comuns de cair são o Pacto de San José de Costa Rica, promulgado pelo Decreto nº 678, de 1992, e os três sistemas  regionais de proteção: interamericano, africano e europeu. No contexto do Brasil, vale a pena prestar atenção à Comissão da Verdade”, relaciona.

Ausente na última seleção feita para o cargo de auditor fiscal do MTE pela Esaf, a disciplina de contabilidade geral se destaca por causa da abrangência de temas selecionados para a avaliação. “Os conhecimentos exigidos, de certa forma, parecem os necessários para um concurso de contador”, explica o professor da disciplina no IMP Concursos Cláudio Zorzo. Para o especialista, a etapa antes da prova deve ser dedicada para a resolução de exercícios antigos do Cespe e revisão. “É importante conhecer o Pronunciamento Conceitual Básico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os critérios de avaliação do ativo, descritos no Artigo 183 da Lei nº 6.404, de 1976, e contabilidade de custo. Porém, é preciso que o candidato tenha noção de que tudo o que está no edital pode ser cobrado”, conclui.

O que diz o edital

Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
» Cargo: auditor fiscal do trabalho
» Vagas: 100
» Remuneração: R$ 14.280
» Inscrições: até 29 de julho
» Taxa: R$ 130
» Provas: 8 de setembro e 6 de outubro
» Edital: www.cespe.unb.br/ concursos/mte_2013
Tags:

publicidade

publicidade