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postado em 26/08/2013 16:00 / atualizado em 26/08/2013 11:06

Vera Batista

Bruno Peres
O fim de semana foi de concurso para milhares de candidatos de Brasília e de fora da cidade. Quatro certames movimentaram o domingo. O do Ministério da Justiça, um dos mais concorridos, registrou 11,8 mil inscritos para 125 vagas de nível superior. Houve ainda prova para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), para a Cobra Tecnologia e para a Liquigás — único que ofertou postos com menor exigência de escolaridade: nível fundamental completo e incompleto e ensino médio, além de ensino superior. Todos ocorreram sem registro de problemas.

O nível de dificuldade foi considerado razoável até por quem não teve dedicação total aos estudos, como Rafael Cavalcante, 30 anos, que fez a prova para o cargo de administrador do Ministério da Justiça. “Não estudei como deveria para esse concurso, mas também não achei as questões difíceis. A prova estava boa”, relatou. Rafael já é servidor público da Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas disse que tem como objetivo entrar no Banco Central. “Esse concurso, para ser sincero, faz parte da preparação ao cargo que desejo no BC”, admitiu.

Adriana Costa, 34, também não teve tempo disponível para se lançar aos livros como gostaria. Ela é consultora e presta serviços à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Para ela, o serviço público é sinônimo de segurança. Adriana disputou uma vaga de analista técnico-administrativo. “A prova foi justa e bem elaborada. Até mesmo na etapa discursiva, os assuntos abordados foram pertinentes e bastante difundidos pela mídia. São, aliás, discussões muito importantes que não poderiam faltar em um exame desse nível”, argumentou. Já Mariana Assis, 28, que tentou a única vaga para contador, no Ministério da Justiça, estava convicta do sucesso. “Estudei muito. Tenho certeza de que essa eu levo”, brincou.

Os portões da Universidade Paulista (Unip), que recebia os candidatos do 30º concurso para promotor de Justiça adjunto do MPDFT, foram fechados às 14 horas e ninguém chegou atrasado. Uma boa parte dos candidatos  vinha de outros estados com malas de variados tamanhos. O que chamou a atenção a quem observava a entrada dos bacharéis em direito era o verdadeiro desfile de moda das moças. O cheiro de perfume exalava no ar em meio a uma silenciosa competição de trajes bem alinhados e sofisticados acessórios.

Das bolsas, aos cintos, brincos e óculos de sol, tudo parecia ter sido cuidadosamente escolhido. A maioria, materiais importados. Em alguns casos, até a mala de viagem combinava com as vestes de marca das mulheres. Nos rapazes, o contrário, visual discreto. Os mais despojados, porém, tiveram que voltar para casa ou pedir socorro a amigos e vizinhos. Não prestaram atenção nos detalhes do edital e não viram que era proibido fazer as provas de bermudas.
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