Protetores da saúde

Dominar as disciplinas de raciocínio lógico, informática e noções de direito administrativo é essencial para garantir uma das 336 vagas oferecidas pela Funasa

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postado em 30/09/2013 11:20 / atualizado em 30/09/2013 11:21

Ed Alves
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão executivo do Ministério da Saúde, abriu inscrições para o processo seletivo simplificado que visa preencher 336 vagas de nível superior em caráter temporário. Entre outras atribuições, a Funasa tem a responsabilidade de promover a inclusão social por meio de ações de saneamento para prevenção e controle de doenças. O certame de 2013 conta com oportunidades em todo o território nacional nas áreas de engenharia — civil, sanitária e sanitária e ambiental —, geologia, administração, economia e ciências contábeis. Para concorrer, é necessário ter registro no órgão de classe, além de três a cinco anos de experiência profissional, curso de pós-graduação ou título de mestre ou de doutor, a depender da especialidade escolhida. A banca responsável é o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) e a data provável da prova é 24 de novembro.
O processo seletivo será composto por prova objetiva com 50 itens de conhecimentos básicos de língua portuguesa, inglês — exceto para a especialidade III —, noções de informática, raciocínio lógico, noções de direito administrativo, legislação aplicada ao órgão — somente para a especialidade 3 — e noções de direito constitucional. Já em conhecimentos específicos, os candidatos responderão a 70 itens relacionados à especialidade concorrida.

Renata Cristina dos Santos, 35 anos, concorrerá a uma das nove vagas destinadas à especialidade III no Distrito Federal. Formada em administração, Renata conta que se prepara para a carreira pública desde 2010 e que o principal motivo de fazer a prova da Funasa foram os assuntos listados no edital. “Tenho como foco concursos da área judiciária. Como as matérias programadas para a Funasa são similares às que eu já estudava, decidi me inscrever”, comenta. Ela faz aulas presenciais para algumas matérias específicas e de gramática e diz que prefere estudar os outros assuntos por conta própria, com a ajuda de videoaulas. “Depois que você faz um cursinho básico, os assuntos começam a se repetir. Por isso, acho melhor rever e treinar em casa”, afirma a concurseira.

Padrões de cobrança


Na parte de noções de direito administrativo, o professor do Tempo de Concursos Vandré Amorim afirma que o edital não trouxe surpresas. Segundo ele, uma estratégia de estudos é conhecer o padrão de perguntas da banca examinadora com a ajuda de resolução de exercícios de outros certames. “É preciso resolver questões e procurar na teoria da matéria as respostas e, assim, criar um mapeamento dos assuntos mais cobrados”, sugere o professor. Vandré afirma que temas como estrutura da administração pública, atos administrativos e decisões de jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) são tópicos recorrentes. “Outra dica é o aluno montar o próprio esquema de memorização, o que eles chamam hoje de mapa mental.”

O domínio de programas e teorias relacionados à internet é essencial para responder os itens de noções de informática. O professor João Antônio Carvalho, autor do livro Noções de informática para concursos (Editora Elsevier; 360 páginas; R$ 64), destaca que o Cespe costuma elaborar questões longas e que podem trazer recursos como imagens dos programas. “Essa ajuda visual pode colaborar com quem mexe com o micro todo dia, mas a maioria das questões possui um viés teórico. O fato de conhecer o Microsoft Word ou Excel, por exemplo, não é garantia de acerto. É preciso estudar por meio de livros, aulas e material selecionado”, esclarece. O candidato precisará ter noções de navegadores, principalmente o Firefox e o Internet Explorer, programas de escritório, como o Microsoft Office e o BR Office, e questões básicas sobre redes sociais como o Twitter, o Facebook e o LinkedIn. “A banca pode fazer ainda perguntas práticas a respeito do ambiente Linux e é preciso estar preparado, pois a imensa maioria não utiliza esse sistema”, aconselha.

Raciocínio lógico também estará presente no processo seletivo da Funasa. O professor do curso preparatório Vestcon Alessandro Maia explica que os tópicos previstos são semelhantes aos do Banco Central (Bacen) e da Polícia Civil. “Não são questões que costumam ser complicadas e, se o aluno passar a entender o que normalmente é cobrado, tem chances maiores de acertar”, afirma Maia, que recomenda atenção às proposições simples e compostas, equivalência, tabelas-verdade e lógicas de primeira ordem. O professor ressalta que o edital lista conhecimentos aritméticos, geométricos e matriciais. De acordo com Maia, no entanto, esses temas normalmente não são tratados em aulas voltadas para concursos. “Quando o examinador cita esses pontos, ele pode cobrar qualquer assunto relacionado a matemática. São tópicos comuns da disciplina, mas que podem pegar os concursandos desprevenidos caso não se lembrem de certas fórmulas geométricas, por exemplo.”


O que diz o edital

Fundação Nacional
de Saúde (Funasa)
Cargos:
Engenharia de saúde pública —
Especialidades I e II
Celebração e prestação de contas e convênios — Especialidade III
Vagas: 336 — 264 (especialidade I), 22 (especialidade II) e 50 (especialidade III)
Remuneração: R$ 6.130 e R$ 8.300
Inscrições: até 7 de outubro
Taxa: R$ 70
Prova: 24 de novembro
Edital: www.cespe.unb.br/concursos/
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