CONCURSOS

Cursinho.com

Com horários flexíveis e preços mais em conta, aulas preparatórias pela internet atraem concurseiros. Entretanto, cursos presenciais ainda oferecem vantagens. Saiba como escolher o método mais adequado para o seu perfil

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 17/11/2013 08:00 / atualizado em 15/11/2013 14:07

Ana Rayssa
Passado o dilema de escolher o setor do serviço público em que pretende ingressar, outro questionamento invade a mente dos concurseiros: onde se preparar para as provas? Anos atrás, a única resposta seria se dirigir a um cursinho de confiança e garantir o lugar na sala de aula. Entretanto, com o aumento de acesso à internet em todas as camadas sociais brasileiras, a modalidade de estudos on-line cresce e conquista alunos ao oferecer mobilidade e preços atraentes para quem pretende conquistar um posto público.


Há uma década, estudar pelo computador era privilégio de poucos. Aulas presenciais para concursos também não eram totalmente acessíveis, com a maioria dos cursos restritos aos centros urbanos, mais precisamente no eixo Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Atualmente, quem pretende encarar o preparatório para certames encontra uma variedade de ofertas de turmas presenciais e a distância. Para Vicente Paulo, coordenador pedagógico do site Ponto dos Concursos, o aumento de acesso a recursos tecnológicos por classes menos favorecidas e as dificuldades de frequentar salas de aula modificaram esse quadro. “Hoje, a situação é diferente, pois, quando se pensa em se preparar para concursos, o primeiro passo é usar a internet, seja para buscar informações sobre cursos ou material de estudos”, analisa o coordenador.
 
Menos tempo
 
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o acesso à rede cresceu 143,8% de 2005 a 2011 entre a população com 10 anos ou mais, em todas as camadas sociais. Entretanto, esse não é o único fator a ser levado em conta. De acordo com Francisco Botelho, membro do comitê científico da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), as dificuldades de locomoção e de tempo hábil nos grandes centros populacionais são os principais responsáveis por essa nova cultura. “A questão de gestão de tempo e mobilidade urbana demanda um tipo de educação flexível em termos de espaço e horários, e isso é facilitado pela difusão tecnológica”, comenta.
A quantia a ser investida no preparo também é um diferencial entre os dois tipos de ensino. Em um curso presencial, a média de gasto por ano pode variar entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Já nas aulas on-line, esse mesmo valor pode ser até 10 vezes menor, dependendo do material e do cargo escolhido. “O mercado de concursos sempre foi voltado para as classes mais altas dos centros urbanos. Agora, esse quadro tem se modificado com a ajuda das novas tecnologias de educação”, afirma o coordenador do site Rota dos Concursos, Hélio Guilherme Dias. Segundo o especialista, o avanço do uso da internet pelos concurseiros também ajudou a modificar o perfil desse grupo e o nível da concorrência, com o acesso a novos materiais, como videoaulas, listas de exercícios e a possibilidade de selecionar o que será aprendido em determinada sessão.
O pouco conhecimento nas disciplinas voltadas para concursos levou Rafael Goes, 30 anos, a começar o preparatório de carreiras públicas com o método presencial. Ele ingressou no primeiro cursinho em 2008, quando se preparava para a prova da Secretaria de Saúde, e a experiência com professores e outros candidatos serviu de apoio para entrar no ritmo necessário. “Eu cheguei ‘cru’ a esse meio e o presencial me ajudou a entender a rotina de estudos, que é diferente de escola e de faculdade. Frequentar esse ambiente encoraja você a comparecer às aulas”, conta.
Da primeira prova até hoje, Rafael já passou por três cursinhos e resolveu alterar a estratégia de estudos. Após adquirir a bagagem necessária em certos temas, o concurseiro optou por trocar o dia a dia do curso por aulas em vídeo. Dessa forma, ele monta a própria grade horária. Com foco na carreira policial, o candidato agora se prepara no tempo livre antes do trabalho e nos fins de semana e aproveita o material que trouxe dos tempos em sala de aula como complemento para o estudo a distância. “Para os iniciantes, eu recomendo o modelo tradicional. Já para quem só precisa revisar, o curso on-line ajuda a trabalhar os pontos de maior dificuldade”, opina.
 
À moda antiga
 

Mesmo com as vantagens que o estudo on-line oferece, o cursinho tradicional ainda permanece como uma boa opção para os candidatos, principalmente a quem acabou de aceitar o desafio. “A pessoa pode assistir ao vídeo de um professor e então ver se vale a pena ou não se matricular no curso presencial. Os dois tipos de aulas são complementares, pois o candidato pode optar por estudar a maior parte do conteúdo no curso presencial e se dedicar a algumas matérias específicas on-line”, diz Vicente Paulo, do Ponto dos Concursos.


O contato com professores e outros candidatos em sala de aula também ajuda a manter um ritmo de estudos e serve como base para se descobrir o nível dos concorrentes. Antônio Geraldo, professor e diretor do IMP Concursos, acredita que o modelo presencial ainda é o mais comum, pois a atual geração de concurseiros cresceu com esse tipo de ensino. “Mas esses hábitos mudarão com o tempo. Na minha visão, daqui a uns cinco anos, com uma nova leva de candidatos que se desenvolveu já com o contato direito com a internet, a opção tenderá mais para o curso on-line”, aposta.


Geraldo também ressalta a questão da capacidade do candidato para manter a concentração e utilizar de maneira eficaz o tempo de preparo para as provas ao assistir às aulas pela internet. Devido ao fato de estudar em ambientes sem um clima mais formal, certas interrupções como a família, redes sociais e até mesmo a proximidade de uma cozinha ou do trabalho podem distrair o aluno. “Enquanto no curso presencial você precisa prestar atenção à explicação até o professor terminar de falar, em casa, por exemplo, as distrações são maiores. A questão é saber fazer render o tempo de estudo em outros ambientes”, afirma.

Cuidado  na escolha


» Da mesma maneira que a internet traz soluções, com a tecnologia também vêm complicações, como a pirataria. Vicente Paulo, do site Ponto dos Concursos, explica que, diferentemente do que é passado em sala de aula, os cursinhos não conseguem controlar totalmente o uso indevido do conteúdo ofertado on-line. “Isso gera uma oferta de material incompleto e desatualizado, o que prejudica a imagem da empresa e os alunos”, comenta. Para evitar esse tipo de problema, Paulo recomenda aos candidatos atenção a detalhes como preços muito abaixo dos da concorrência e formas de pagamento que exigem depósito em contas de pessoas físicas. “O primeiro sinal de que o material é pirata é a ausência dos professores elaboradores dos materiais comercializados no quadro de especialistas do site.”

Prepare-se
Confira a lista com alguns dos sites que oferecem materiais de estudo e videoaulas para concursos

 

 

Tags: