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Questão de foco

Mais do que seguir as famosas dicas para passar, a melhor estratégia é direcionar os estudos para cada tipo de seleção

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postado em 09/12/2013 10:55 / atualizado em 09/12/2013 10:56

Janinde Moraes
Estratégias e dicas não faltam para os concurseiros durante a preparação para ingressar no serviço público. Os assuntos mais abordados nas provas, assim como os métodos de estudo, são as dúvidas campeãs entre quem está se preparando, mas o melhor conselho que um concurseiro poderia receber é decidir para qual concurso será direcionada toda essa preparação. Inscrever-se em um certame demanda investimento financeiro e muito tempo de estudo. Por isso, fazer a escolha certa é primordial.
Essa decisão deve levar em consideração uma série de questões, como o trabalho que será realizado no órgão em que o candidato pretende trabalhar, se a remuneração e a estabilidade compensam uma vida com menos riscos do que aqueles apresentados pela iniciativa privada e se a pessoa realmente possui vocação para o futuro emprego.
Uma maneira de poupar tempo e dinheiro é se preparar para uma área de provas mais parecidas entre si, como aquelas para tribunais, para bancos ou para a carreira policial. Desse modo, o conteúdo cobrado é basicamente o mesmo e, com o edital publicado, o candidato deve manter o foco no grupo de matérias específicas.

A concurseira Lorena Souza, 24 anos, começou a estudar em janeiro deste ano e até largou o antigo emprego para se dedicar exclusivamente às provas na área jurídica. Formada em direito, ela já se inscreveu em dois concursos: para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para o Tribunal Regional Federal de São Paulo. “Estou tentando apenas os concursos em que tenho chance de passar. Não quero abrir o leque de possibilidades porque meu objetivo é trabalhar em algum tribunal. Na minha formação, vi muitas matérias que são cobradas nos editais de tribunais”, diz a estudante.
Para Lorena, entre os principais atrativos da área estão a carga horária reduzida e os bons salários. Ela até tentou prestar concurso para o Ministério Público da União (MPU) este ano, mas não obteve sucesso. Agora, determinou um prazo de dois anos para se dedicar e conseguir ingressar num emprego, mas, com a opção de prestar apenas para tribunais, também fica refém da inconstância de publicação de editais no próximo ano.

Três opções


Para Fábio Vieira, coordenador das videoaulas de direito da Editora Saraiva para o exame da OAB, ter foco no estudo é fundamental. O estudante pode escolher direcionar os estudos em três categorias: nível (médio, técnico ou superior), carreira (policial, tribunais, ministérios, entre outras) ou de acordo com a banca. “Seguir uma linha de provas pode diminuir a quantidade de chances pela área oferecer poucos exames durante o ano, mas potencializa a possibilidade de passar em cada prova. Uma pessoa pode conquistar a função de delegado da Polícia Civil e ir se preparando para entrar na Polícia Federal posteriormente, por exemplo”, diz.

No caso dos tribunais, quem está se preparando deve ampliar o campo de inscrição para todos os esses órgãos, já que o conteúdo é muito parecido. “O que pode mudar de um tribunal para outro é justamente a forma como a banca avalia a prova, mas, em relação ao conteúdo, os exames são bem similares. Com exceção dos tribunais do trabalho, que apresentam um viés mais trabalhista, os alunos podem estudar as mesmas matérias”, completa Fábio Vieira.

Decisão bem informada

O professor do Instituto Processus Estevam Freitas defende o direcionamento para uma área em que a pessoa tenha formação ou com a qual tenha afinidade. “Antes de se inscrever, o concurseiro tem de saber quais são as atribuições do cargo e o que realmente ele vai fazer na profissão. Se uma pessoa não tem perfil para seguir carreira policial, por exemplo, para que vai prestar prova para a PF?”, exemplifica.

Essa questão envolve a escolha certa do concurso público e, consequentemente, a felicidade do futuro servidor. Em muitos casos, a urgência em buscar estabilidade e um salário melhor fazem com que candidatos escolham o primeiro concurso que abre edital e não se preparam da melhor maneira para aquela carreira que era seu desejo inicial. O professor do Alub Concursos José Wesley prioriza duas palavras nessa romaria dos estudos: organização e disciplina. “O que faz com que muitas pessoas demorem demais para passar é a inconstância nos estudos. Se o concurseiro tiver uma boa base das matérias e revisá-las sempre, quando surgir um concurso que realmente lhe interesse, precisará se dedicar somente aos conteúdos mais específicos, como o regimento interno de cada órgão.”
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