SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

EDUCAÇÃO »

Sisu: UnB em alta espera o resultado

Adesão ao Sistema de Seleção Unificada terminou às 23h59 de ontem. No último balanço, curso de medicina da Universidade de Brasília havia superado o da Universidade Federal do Rio de Janeiro na nota de corte. Outras graduações tiveram oscilação na pontuação exigida

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 11/01/2014 12:08 / atualizado em 11/01/2014 12:15

Ana Pompeu

Iano Andrade
Os candidatos interessados em uma vaga na Universidade de Brasília (UnB) e que, esta semana, acompanharam o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) observaram uma oscilação das notas de corte nos últimos três dias. Enquanto medicina alcançou o índice mais alto do país, superando a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no balanço atualizado na manhã de ontem, outras opções de graduação tiveram as pontuações reduzidas, como comunicação social, psicologia e engenharia civil. Apesar da flutuação, estudantes, professores e a reitoria da instituição acreditam que o acirramento da disputa não seja fenômeno exclusivo de medicina, mas se repita em outras graduações, principalmente naquelas cuja competição é tradicionalmente mais difícil.

Para a decana em exercício de Ensino de Graduação, Fátima Brandão, é preciso esperar o balanço final do Sisu para fazer avaliações — as inscrições foram fechadas às 23h59 de ontem e o resultado da primeira chamada sai na segunda-feira. No entanto, ela observou um aumento significativo de demanda pela UnB. “Existe uma tendência de maior procura nos demais cursos em razão da visibilidade nacional, da excelência da instituição e da oferta reduzida”, afirma. Ela lembra, por exemplo, que a UnB oferece 18 vagas para medicina, enquanto a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) abre 96 oportunidades.

Outras instituições de ensino superior bem conceituadas no país também têm número de vagas mais expressivo em medicina, como as 160 da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Significa que a nossa oferta não é compatível com a demanda. Esse número reduzido influencia na nota de corte”, afirma Fátima Brandão. O coordenador da área de matemática do Colégio Marista, Bruno Braga, concorda. “A UnB é muito bem conceituada nacionalmente. Tem cursos entre os melhores do país, como geologia, direito, relações internacionais. E agora existe a possibilidade de estudantes de qualquer região disputarem uma vaga aqui. Logo, a concorrência aumenta”, afirma.

Pelo levantamento feito pela reportagem em cinco universidades, em medicina, a UnB tem o segundo melhor Conceito Preliminar de Curso (CPC) — dado que compõe o Índice Geral de Cursos (IGC) do Ministério da Educação—, com 3,40. A UFRJ alcançou 3,57. Em direito, a nota da instituição brasiliense foi maior que a da carioca: obteve 3,74, contra os 2,88 alcançados pela universidade do Rio.

Para o diretor-pedagógico geral do Colégio Olimpo, Vinícius de Miranda, várias graduações têm potencial para figurar entre as mais concorridas do Sisu. “A UnB tem cursos de renome tanto em termos de pesquisa quanto de status, com professores respeitados e bons profissionais. Engenharia civil, por exemplo, sempre foi disputado”, afirma. Miranda defende o Sisu como forma de democratização do ensino superior e acredita que a UnB só tem a ganhar com a alta concorrência. “Os alunos são mais bem selecionados, e a universidade vai ter estudantes de qualidade”, analisa.

Adaptação

Candidata a uma vaga de medicina, a estudante Bianca Rocha, 17 anos, acredita que o aumento do assédio à UnB vai reduzir suas chances de entrar na instituição com a nota que obteve no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), adotado pela UnB pela primeira vez este ano. Além disso, ela cita a falta de familiaridade com a prova. “Em Brasília, os estudantes passaram por um processo de adaptação (para o Enem) rápido demais para tirar uma nota muito alta. Acho que não consigo entrar nem na segunda chamada”, lamentou. Caso as previsões de Bianca se confirmem, a jovem planeja se dedicar integralmente para o Enem. “Vou aproveitar que não tenho mais escola e usar todo o tempo para me preparar para a prova”, afirma.

 

Tags:

publicidade

publicidade